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Novo PAC de Lula são palavras ao vento, e o presidente sabe disso

O mandatário pediu que mudem o nome do Plano de Aceleração do Crescimento, pois sabe que o programa foi um fiasco histórico 

Brasil|Marco Antonio Araujo, do R7

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Trem-bala foi um dos projetos do PAC da era Dilma Rousseff
Trem-bala foi um dos projetos do PAC da era Dilma Rousseff

Já na sexta passada (10), Lula deu ares faraônicos à proposta (cuja versão final será lançada em abril) de um novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Nesta semana, a Casa Civil divulgou um documento que detalha como andam os trabalhos. O esboço se esforça em manter o tom retumbante de que se trata de um projeto genial de investimentos com vistas à retomada econômica do país. Mas falha miseravelmente.

Não é implicância. Ao descrever as linhas gerais do PAC 2, fica evidente que é mais peça de propaganda do que algo factível. É o mesmo truque usado no primeiro Plano, cuja “mãe” indicada por Lula para cuidar do rebento foi Dilma Roussef. Basta um pouco de memória para afirmar que, ao fim e ao cabo, o PAC 1 não passa de um constrangedor verbete na história dos governos petistas.


A nova intentona desenvolvimentista terá como primeira diretriz a conclusão de obras paralisadas. Só de pensar nisso, dá arrepios. Todo brasileiro sabe que obra pública parada é sinônimo de sucata; é recomeçar do zero, requentar comida estragada pelo tempo, uma receita ruim.

A outra diretriz pouco emocionante é focar construções que estão em ritmo considerado lento. E priorizar projetos do antigo PAC. Assustador. De resto, é um apanhado de ideias “para melhorar o ambiente de negócios e o aperfeiçoamento do licenciamento ambiental”.


Embora o presidente diga que tenha sido “o momento mais rico de investimentos” no Brasil, “uma coisa extraordinária”, os fatos não sustentam tamanha autoestima e proselitismo. Só para resumir o fiasco, foram concluídas apenas 16,8% das 29 mil obras previstas e anunciadas para ser entregues entre 2007 e 1014. E 47,2% não foram inauguradas (muitas nem saíram do papel.

E não foi por falta de dinheiro. Foi mal planejamento mesmo, ou incompetência, se preferirem. Entre as obras do PAC estava o que seria a maior refinaria de petróleo do mundo, a Premium 1, no Maranhão, ao custo de R$ 41 bilhões, que posteriormente foi descartada pela Petrobras. Outra ideia genial, abandonada, foi o trem-bala ligando São Paulo e Rio. E o inacabado VLT (Veículo Leve Sobre trilhos) de Cuiabá (MT), projetado em 2012, paralisado em 2014 e que já mandou para o ralo R$ 1,4 bilhão do nosso dinheirnho. 


Imaginem agora, em plena crise econômica e com o governo federal de pires na mão.

Lula sabe muito bem que está estocando vento com seu discurso inflamado de fanfarronice. Tanto que o presidente pediu à Casa Civil e à Secretaria de Comunicação Social que criem “um novo nome” para o programa. Lula gosta de exagerar e fanfarronar sua capacidade como administrador, mas bobo não é.

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