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“Número de trotes que ‘ligue 180’ recebe é um desafio”, reclama ministra de Políticas para as Mulheres

Segundo Eleonora Menicucci, uma mesma pessoa passou 32 mil trotes para o serviço

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasíla

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Trotes para o "Ligue 180" preocupam ministra Eleonora Menicucci
Trotes para o "Ligue 180" preocupam ministra Eleonora Menicucci

A Central de Atendimento à Mulher, que recebe denúncias de violência e oferece atendimento às vítimas por meio do “Ligue 180”, recebe uma média de 1.691 ligações por dia, de acordo com dados divulgados, nesta segunda-feira (7), pela SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres) da Presidência da República. No entanto, as atendentes do serviço ainda perdem muito tempo recebendo trotes.

Segundo a ministra da SPM, Eleonora Menicucci, esse é um dos desafios do programa. Ela conta que, além de adolescentes que ligam usando telefones públicos, a Secretaria identificou um homem que já passou 32 mil trotes para o “Ligue 180”.


— Outro desfio é o número de trotes que o ‘Ligue 180’ recebe. São adolescentes que ligam de orelhão, mas há também trote de adultos bastante indecorosos. Uma pessoa só ligou 32 mil vezes.

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Segundo a ministra, a SPM está “buscando alguma estratégia” para penalizar os autores dos trotes. Quando a pessoa é identificada, os dados são repassados para os órgãos responsáveis, para que se inicie o processo de investigação.


Ampliação

Além de reduzir o número de trotes, a Secretaria de Políticas para as Mulheres quer ampliar o serviço de atendimento, transformando o “Ligue 180” em um disque-denúncia até o fim deste ano.


Atualmente, o serviço atua imediatamente somente em situações de tráfico de mulheres, com ativação de urgência para a Polícia Federal, e de cárcere privado, para o Ministério Público. No entanto, em outros casos, a vítima é orientada a procurar os serviços públicos de segurança, como as polícias Civil e Militar, ou atendimento médico por meio do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Com a ampliação para o disque-denúncia, todos os relatos vão se tornar, automaticamente, um caso de polícia. De acordo com secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, as denúncias recebidos pelo “Disque 180” serão imediatamente investigadas.

— Cada relato de violência sofrido vai se transformar em uma denúncia e ser encaminhado, na hora, ou para polícia para o Ministério Público, ou qualquer órgão que vai fazer a investigação.

Para isso, será necessário aumentar a capacidade técnica para triagem e distribuição das demandas. O investimento previsto é de R$ 25 milhões.

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