Números assustadores provam que submundo da internet é o maior inimigo da sociedade atual
Operação para prevenir ataques a escolas revelou em menos de um mês uma ampla rede de criminosos e psicopatas
Brasil|Marco Antonio Araujo, do R7

Os números da Operação Escola Segura, iniciada em 6 de abril para prevenir ataques às instituições de educação, são assustadores. Em menos de um mês, os esforços das forças de segurança resultaram em 356 prisões de adultos e apreensões de adolescentes. Estávamos sentados em um barril de pólvora.
Na operação, 1.574 suspeitos também foram conduzidos a delegacias para prestar depoimento. Foram 358 buscas e apreensões e 3.342 boletins de ocorrência registrados em todo o país. É muita gente envolvida, atuando e militando ativamente nas profundezas da internet — e também em sua superfície.
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O que mais deveria chamar atenção é tudo isso se propagar sem que as plataformas digitais tenham sequer esboçado alguma reação a esses grupos criminosos, essas colmeias de psicopatas e monstros virtuais. A internet virou território sem lei, um faroeste patrocinado por cliques e engajamento no que há de mais tenebroso e violento.
A operação, até pelo pouco tempo de atuação, nos mostra o muito de trabalho que temos pela frente. E confirma que essa rede de terroristas não é desprezível; ao contrário, estava se espraiando com velocidade. Era questão de tempo a ocorrência de novos atentados a escolas e inocentes.
O esgoto da internet precisa ser regulamentado de forma duríssima. Também prosperam grupos que defendem toda sorte de horror, de chantagem brutal até suplício imposto a adolescentes (principalmente meninas), sujeitos a torturas, desafios mortais, mutilações e todo tipo de atrocidade.
A sociedade tecnológica criou um pesadelo virtual que avança para a realidade de nosso cotidiano. O Projeto de Lei das Fake News é apenas um primeiro e tímido passo de correção. Ainda teremos muitos desafios pela frente.















