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O maior banco do mundo é a PGR, diz Paulo Maluf em comissão que avalia acusação contra Temer

Deputado federal criticou a promotoria da República e defendeu honestidade do presidente

Brasil|Do R7

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Paulo Maluf falou em tom de campanha e defendeu honestidade de Michel Temer
Paulo Maluf falou em tom de campanha e defendeu honestidade de Michel Temer

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) defendeu o presidente Michel Temer na CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) da Câmara, que analisa a acusação apresentada por Eduardo Janot por corrupção passiva, após a divulgação dos áudios de Joesley Batista. O ex-prefeito de São Paulo afirmou, durante a defesa, que o maior banco do mundo é a PGR (Procuradoria Geral da República)

— O maior banco do mundo não é o Santander, da Espanha, ou o Deutsche Bank da Alemanha, ou mesmo o Barclays, do Reino Unido. O maior banco do mundo é a PGR, que negociou um perdão de 25 anos com o delator Joesley Batista, enquanto a procuradoria dos EUA concedeu 10 anos.


O pepista ainda atacou a promotoria da República. "O melhor cargo do mundo é o de procurador da República. Recebe um salário que ninguém no Brasil recebe, chegando a R$ 45 mil, quando deixa o cargo tem aposentadoria integral, e se tiver filha mulher, pensão vitalícia até ela morrer. E isso pago por todos nós", afirmou Maluf.

Na defesa a Temer, o deputado repetiu que Joesley Batista é um criminoso que executou uma escuta ilegal, e defendeu que era dever do presidente receber o maior produtor de proteína animal do mundo "de noite, de madrugada, no momento que fosse necessário".


— Se eventualmente Temer ajudou o partido pedindo algum recurso, nada mais fez do que sua obrigação, mas posso garantir que ele não adicionou nenhuma propriedade ao seu patrimônio com dinheiro público. Se o presidente pediu recurso, fez como qualquer um aqui nesta comissão; todos aqui se elegeram pedindo recursos.

Maluf narrou uma biografia resumida de Michel Temer e de si próprio para afirmar que o conhece o presidente há mais de 35 anos e que "ele é um homem pobre". Durante o discurso, Maluf, em tom de campanha política, afirmou ser considerado o melhor prefeito da cidade de São Paulo.

Em maio deste ano, a 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu condenar Paulo Maluf, de 85 anos, pelo crime de lavagem de dinheiro. Os ministros condenaram o deputado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, com início da pena em regime fechado, e ao pagamento de multa. Maluf também foi condenado à perda do mandato, mas o ato, segundo decisão da 1ª Turma do Supremo, depende de ato da Câmara dos Deputados.

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