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Obama enfrenta pressão de renovar equipe para resgatar sua Presidência

Brasil|Do R7

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Por Matt Spetalnick e Roberta Rampton

WASHINGTON (Reuters) - Uma reformulação na equipe do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, parece quase certa para depois das eleições legislativas de terça-feita, que devem trazer perdas substanciais para o Partido Democrata e também podem aumentar a pressão para Obama renovar sua Presidência.

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Pesquisas apontam que os republicanos, que fizeram da impopularidade de Obama uma grande bandeira na campanha, estão em uma forte posição para tomar os seis assentos necessários para tirar o Senado das mãos dos democratas. Eles também devem expandir sua maioria na Câmara dos Deputados. 

Antigos e atuais assessores da Casa Branca, no entanto, dizem que mesmo que essas previsões se confirmem, Obama deve resistir a pedidos para que faça uma mudança geral para seus últimos dois anos no cargo, uma decisão que difere das rápidas manobras realizadas por seus antecessores após revezes semelhantes nas urnas.

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Mesmo uma lenta e gradual reformulação pode acrescentar novos talentos a um círculo interno que tem sido criticado por ser muito isolado. Mas ainda não é certo que novos reforços na equipe seriam o suficiente para ajudar o presidente a superar o impasse legislativo em Washington e pressionar por novas iniciativas para salvar o seu legado. 

Ao mesmo tempo, também há dúvidas se Obama responderá com uma medida ainda mais crítica: alterar seu solitário estilo de liderança para lidar com a nova realidade do Congresso e com diversas crises internacionais.

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O presidente, conhecido por sua personalidade como “Obama sem drama”, pode estar relutante em fazer alguma mudança fundamental de curso nos últimos dois anos de seu mandato, de acordo com pessoas dentro e fora da administração. 

“Sempre haverá mudança de pessoal aqui e ali”, particularmente entre pessoas que serviram por muito tempo, disse Jay Carney, ex-secretário de imprensa de Obama. Mas ele acrescentou: “Não é seu estilo fazer isso... eu não esperaria uma grande mudança.”

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Tanto apoiadores quanto críticos dizem que recentes deslizes para lidar com a crise do Ebola e conter a insurgência do Estado Islâmico no Oriente Médio precisam de grandes mudanças dentro da "bolha" que virou a Casa Branca, onde decisões políticas estão sendo concentradas em um grau considerado quase sem precedentes.

“Ele deve cogitar reavivar a abordagem ‘equipe composta de rivais’”, disse Jane Harman, ex-congressista da Califórnia regularmente consultada pela Casa Branca. “Ter pessoas com opiniões diferentes na sala, isso seria útil."

No entanto, Obama, reconhecidamente leal àqueles que se mantiveram fiéis a ele, tem mostrado resistência em demitir membros mais sêniores de sua equipe. A maioria daqueles que saíram desde que ele assumiu o cargo o fizeram voluntariamente. 

(Reportagem adicional de Warren Strobel, Jeff Mason e Richard Cowan)

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