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Obra em Belo Monte é retomada, mas índios permanecem em escritório

Ministro da Justiça disse que a Polícia Federal poderá retirar os manifestantes à força do local

Brasil|Do R7

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As atividades em um dos canteiros da hidrelétrica Belo Monte estão sendo retomadas nesta sexta-feira (31), depois de ficarem paralisadas por toda a semana diante da ocupação de índigenas que pedem para serem ouvidos previamente sobre a construção da usina e de outras grandes hidrelétricas.

Alguns indígenas ainda ocupam o escritório central da obra da hidrelétrica, onde permanecerão até a próxima terça-feira (30, quando lideranças dos índios têm reunião com o governo federal, em Brasília.


O Consórcio Construtor Belo Monte, responsável pelas obras da usina, informou que os trabalhadores foram convocados para retomar as atividades no canteiro paralisado onde atuam cerca de 3.500 pessoas. A empresa, porém, disse que ainda não foi possível avaliar se houve danos às obras da usina.

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Atualmente, mais de 20 mil trabalhadores atuam na construção da usina.

Os indígenas concordaram em deixar o canteiro depois que representante do governo federal foi ao local no final da tarde de quinta-feira, apresentando a proposta de reunião em 4 de junho, por meio de carta do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, informou o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), em nota.


Na última terça-feira (28), ordem judicial determinou a reintegração de posse do canteiro de obras Sítio Belo Monte, ordenando a desocupação em 24 horas. O prazo terminou no final da tarde última quarta-feira (29), mas os indígenas não saíram do local.

A ocupação foi a segunda ocorrida em maio pelo mesmo motivo, com centenas de indígenas exigindo a paralisação imediata de todos os processos referentes à construção de usinas nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires e realização de consultas prévias aos povos.


As obras da hidrelétrica Belo Monte completam dois anos em meados de junho e desde seu início sofreram diversas paralisações — por greves de trabalhadores ou ocupações de índios e ribeirinhos — totalizando mais de 90 dias em que pelo menos um dos canteiros de obra da usina ficaram paralisados, segundo a CCBM.

A expectativa é de que a usina entre em operação em 2015 e tenha cerca de 11 mil megawatts (MW) quando estiver totalmente concluída.

A Norte Energia, responsável pela usina, tem entre os acionistas a Eletrobras, os fundos Petros e Funcef, a Neoenergia, a Cemig e a Light.

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