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Oito operações fruto da Lava Jato apuram corrupção

Investigação do PR fornece informações para outras ações que estavam paradas nos Estados

Brasil|Do R7

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Frutos da Lava Jato, operações da PF dads últimas semanas combatem a corrupção no País Ex-ministro Paulo Bernardo foi preso
Frutos da Lava Jato, operações da PF dads últimas semanas combatem a corrupção no País Ex-ministro Paulo Bernardo foi preso

Nos últimos 15 dias, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram oito grandes operações contra a corrupção no País.

Além do foco de combater o desvio de dinheiro público, as Operações Turbulência, Custo Brasil, Recomeço, Boca Livre, Saqueador, Tabela Periódica, Sépsis e Abismo têm em comum o fato de serem, direta ou indiretamente, frutos da Lava Jato, que apura, principalmente, corrupção e desvios na Petrobras.


Prestes a completar dois anos e quatro meses, a Lava Jato, sob tutela do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações na primeira instância da Justiça, conseguiu amealhar uma quantidade de informações que têm subsidiado outras investigações — hibernadas ou em ritmo lento — pelos Estados.

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Diretamente, além da Operação Abismo que é a 31.ª fase patrocinada pela força-tarefa de Curitiba, a Turbulência, a Custo Brasil e a Tabela Periódica se valeram de provas colhidas nos autos que investigam o cartel de empreiteiras acusadas de fraudar contratos bilionários na Petrobras.

A Abismo apura fraudes em licitações das obras do Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento) da Petrobras, no Rio de Janeiro.


Desdobramentos

No caso da Operação Custo Brasil, que levou à prisão do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, trata-se de um fruto direto do desmembramento imposto pelo plenário do Supremo Tribunal Federal ao juiz Sérgio Moro e sua árvore de inquéritos e processos.


Nos outros, as operações são resultado do compartilhamento de provas.

Por outro lado, a Operação Boca Livre — que apura fraudes da ordem de R$ 180 milhões na Lei Rouanet — e a Operação Saqueador — investigação sobre esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 370 milhões — caminhavam vagarosamente — a primeira desde 2014 e segunda iniciada em 2013 com sua primeira fase — e agora começaram a avançar.

Na Boca Livre, investigações constataram que eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até mesmo uma festa de casamento foram custeados com recursos de natureza pública, obtidos por meio da Lei Rouanet. 

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