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ONU aponta violações graves de direitos humanos no sul da Turquia

Brasil|Do R7

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Por Tom Miles

GENEBRA (Reuters) - Cerca de 2 mil pessoas foram mortas e bairros inteiros foram arrasados no sul da Turquia ao longo de 18 meses de operações de segurança do governo, caracterizadas pela destruição em larga escala e violações graves de direitos humanos, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira.

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O escritório de direitos humanos da ONU disse em um relatório sobre o período de julho de 2015 a dezembro do 2016 que até 500 mil pessoas, na maioria curdos, foram deslocadas, e que imagens de satélite mostraram a "escala enorme da destruição causada por armamento pesado nas moradias".

Os investigadores da ONU documentaram numerosos assassinatos, desaparecimentos e torturas, assim como outras violações de direitos humanos. Os abusos mais sérios ocorreram durante períodos de toque de recolher impostos durante vários dias seguidos.

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Os inspetores não tiveram acesso ao país, e até o mês passado a ONU ainda não havia recebido nenhuma resposta formal às suas indagações, informou o relatório.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, disse em um comunicado emitido nesta sexta-feira que a Turquia "contestou a veracidade das alegações muito sérias" no relatório.

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Ele ficou particularmente preocupado porque Ancara parece não ter iniciado nenhuma investigação crível sobre as centenas de assassinatos ilegais, acrescentando que um inquérito independente é ao mesmo tempo urgente e essencial.

"Parece que nem um único suspeito foi apreendido e nem um único indivíduo foi processado", disse.

Quase 800 dos mortos eram membros das forças de segurança, e um número não especificado dos outros 1.200 podem ter estado envolvidos em ações violentas e não violentas conta o Estado, segundo o relatório.

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