Brasil Operação da PF mira Geddel, Cunha e corrupção na Caixa

Operação da PF mira Geddel, Cunha e corrupção na Caixa

Ação Cui Buono investiga liberação de crédito do banco público para grandes empresas

  • Brasil | Do R7

A PF (Polícia Federal) iniciou nesta sexta-feira (13) uma grande operação, chamada Cui Buono, que investiga as ligações entre o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e Geddel Vieira Lima, vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013.

Geddel entregou seu cargo como ministro da Secretaria de Governo em novembro do ano passado. Ele foi o sexto ministro a deixar o governo Temer, em pouco mais de seis meses de gestão.

Com a demissão, o articulador político do governo tentou diminuir a crise política que criou ao pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para interferir na liberação de uma obra de um prédio em luxo em Salvador (BA).

Agora, os agentes federais apuram um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica Federal, que teria ocorrido no período em que Geddel estava na cúpula do banco. Os policiais cumprem sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Bahia, Paraná e São Paulo.

O esquema seria composto pelo então Vice-Presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, pelo Vice-Presidente de Gestão de Ativos, por um servidor da Caixa Econômica Federal, empresários e dirigentes de empresas dos ramos de frigoríficos, de concessionárias de administração de rodovias, de empreendimentos imobiliários, além de um operador do mercado financeiro.

A investigação da Operação Cui Bono é um desdobramento da Catilinárias, feita pela PF em dezembro de 2015, quando agentes encontraram um aparelho celular em desuso na casa do então presidente da Câmara do Deputados, Eduarco Cunha.

O aparelho foi periciado e os agentes encotnraram uma "intensa troca de mensagens eletrônicas entre o Presidente da Câmara à época e o Vice-Presidente da Caixa Econômica Federal de Pessoa Jurídica entre 2011 e 2013".

De acordo com a apuração, as mensagens indicavam a possível obtenção de vantagens indevidas pelos investigados em troca da liberação para grandes empresas de créditos junto à Caixa Econômica Federal.

Diante desses indícios, a PF passou a investigar o caso, que tramitava no Supremo Tribunal Federal em razão de se tratar de investigação contra pessoas detentoras de prerrogativa de foro por função.

Porém, em virtude dos afastamentos dos investigados dos cargos e funções públicas que exerciam, o Supremo decidiu declinar da competência e encaminhar o inquérito à Justiça Federal do DF.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro.

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