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Oposição ocupa Mesa Diretora da Câmara e pede encerramento da sessão

Deputados protestam contra a reação da polícia à manifestação em frente ao Congresso

Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo e Agência Câmara

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Parlamentares do PT, PDT, PSOL e Rede subiram à Mesa Diretora
Parlamentares do PT, PDT, PSOL e Rede subiram à Mesa Diretora

Deputados da oposição subiram na Mesa Diretora do plenário da Câmara na tarde desta quarta-feira (24) para pedir o encerramento da sessão. Opositores protestam contra a reação da polícia à manifestação realizada em frente ao Congresso Nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência e contra o governo Michel Temer, alvejado por uma crise política após executivos da JBS incriminarem o presidente em delação premiada. O protesto provocou a suspensão da sessão por 10 minutos.

Parlamentares do PT, PDT, PSOL e Rede subiram à Mesa Diretora e ficaram ao lado do 2º vice-presidente da Câmara, deputado André Fufuca (PP-MA), que preside a sessão. Opositores gritam palavras de ordem contra o governo como "O povo quer votar diretas já".

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Deputados da base aliada reagiram com protesto contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Lula na cadeia", gritam parlamentares da base. "Chama a segurança para tirar esses arruaceiros daí", disse o líder do PP, Arthur Lira (AL).

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Os deputados estavam em uma sessão de debates, mas está prevista na pauta da Casa para esta quarta a votação de MPs. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) defendeu a realização de eleições diretas e disse que “Temer precisa sair imediatamente” da presidência do País.

— A oposição na Câmara dos Deputados veio para cá dizer que não há normalidade nenhuma e ocupamos a mesa da Câmara para que não se vote nada aqui neste momento, porque quanto mais se vota neste plenário da Câmara mais se vota contra os interesses populares.

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Mais cedo, deputados como o líder da oposição na Câmara, José Guimarães (PT-CE), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP) relataram reação exagerada da polícia durante o protesto realizado pelas centrais sindicais em frente ao Congresso.

De acordo com os parlamentares, policiais jogaram bombas de gás e spray de pimenta em pessoas que não estavam cometendo delitos, inclusive em alguns deputados.

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Maia

Enquanto os deputados oposicionistas estiverem ocupando o entorno da Mesa Diretora dos trabalhos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que não será possível negociar um encaminhamento para o impasse entre base governista e oposição.

Maia afirmou que, se houver a desocupação, ele encerrará a sessão e convocará outra com a Medida Provisória 765/16 em pauta. Essa MP reajusta a remuneração de várias carreiras do Executivo federal, como auditor-fiscal e analista tributário e os auditores-fiscais do trabalho. Essa matéria já teve a discussão iniciada e sua continuidade tinha sido prometida pelo presidente após questionamento do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

Na sessão em andamento está na pauta a Medida Provisória 767/17, que aumenta as carências para concessão do auxílio-doença, da aposentadoria por invalidez e do salário-maternidade no caso de o segurado perder essa condição junto ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e retomá-la posteriormente.

Os deputados analisam requerimento de retirada de pauta da matéria, apresentado pelo PSOL, mas líderes têm apelado para uma solução para o impasse.

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