Oposição quer que presidente da Caixa preste esclarecimentos e pede investigação
Após admitir engano, Jorge Hereda se disse disposto a explicar a situação no Congresso
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília
Os líderes da oposição na Câmara e no Sendo apresentaram, nesta segunda-feira (27), pedidos para que o presidente da CEF (Caixa Econômica Federal), Jorge Hereda, preste esclarecimentos sobre a confusão no pagamento do Bolsa Família, registrada depois de boatos de que o programa iria acabar.
O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), apresentou um requerimento na Comissão de Fiscalização e Controle da Casa. Na Câmara, o líder tucano Carlos Sampaio (SP) também quer esclarecimentos e vai acionar o Banco Central.
Segundo o deputado, requerimentos devem ser protocolados ao longo da semana na Comissão de Fiscalização e Controle e também na Comissão de Combate ao Crime Organizado.
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Em coletiva na sede da Caixa Econômica nesta segunda, o presidente admitiu que a instituição omitiu informação e cometeu engano em alguns esclarecimentos. No entanto, Hereda garantiu que a corrida às agências não foi consequência de falha no banco e se disse disposto a prestar qualquer tipo de esclarecimento.
— Vamos fazer o esclarecimento que o Congresso quiser.
O líder tucano na Câmara também vai enviar ofício ao presidente do Banco Central, AlexandreTombini, solicitando investigação sobre a atuação da Caixa Econômica.
O deputado também quer convocar a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, para que ela esclareça se tinha conhecimento da antecipação do pagamento dos benefícios do Bolsa Família.
Durante a coletiva, Hereda disse que comunicou à área técnica do ministério sobre a antecipação dos benefícios. No entanto, eximiu a ministra de qualquer responsabilidade.
— A responsabilidade pela decisão é inteiramente da Caixa.
Polícia Federal
Nesta semana, os líderes da oposição, Ronaldo Caiado (DEM), Rubens Bueno (PPS), Carlos Sampaio (PSDB) e Nilson Leitão (Minoria), vão se reunir com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, para pedir agilidade na apuração sobre a origem e motivação do suposto boato e também para acompanhar as investigações.















