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Oposição tenta hoje convencer Cunha a emplacar CPI do BNDES

Apenas cinco CPIs podem funcionar simultaneamente. Quatro já estão instaladas

Brasil|Do R7

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Oposição busca apoio de Eduardo Cunha
Oposição busca apoio de Eduardo Cunha

Líderes da oposição contam com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para conseguirem emplacar a criação da CPI do BNDES.

O pedido para investigar os contratos do banco é o sétimo requerimento na lista de espera para formar as comissões. Apenas cinco CPIs podem funcionar simultaneamente na Câmara pelo regimento da Casa e, atualmente, quatro já estão instaladas.

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Nesse sentido, parlamentares apostam na relação mais próxima com o peemedebista e no seu discurso de independência em relação ao Palácio do Planalto para que ele não renove três das quatro comissões em andamento e também com a análise do presidente sobre a viabilidade das demais CPIs para acelerar a investigação do BNDES.

Isso porque Cunha decide sobre o objeto e a viabilidade da criação de cada CPI. Assim, se o presidente entender que o pedido de investigação das demais é genérico, pode passar na frente o caso dos contratos do BNDES.

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— Se ele [presidente] entender que não existe fato determinado para as demais, ele instala a do BNDES e pronto — disse o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP).

O tucano deve conversar com Cunha nesta segunda-feira (4) para reforçar a intenção de discutir os trâmites da instalação do grupo.

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— Todos os líderes da oposição querem essa CPI. Como existe ainda uma vaga, lutaremos por ela.

Cunha disse neste final de semana, no entanto, que não pretende acelerar o processo de criação da CPI e que decidirá o caso "no seu devido tempo".

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Tráfico de influência

O requerimento para investigar os contratos do banco, protocolado no último dia 16 pelo líder do PPS, Rubens Bueno (PR), ganhou força após a divulgação pela revista Época de que o Ministério Público investiga o ex-presidente Lula por suposto tráfico internacional de influência nas operações do BNDES.

Segundo Bueno, Cunha se comprometeu a não renovar as CPIs em funcionamento, exceto a da Petrobrás, para tornar o processo mais rápido. O presidente avisou também o líder do PPS que não vai autorizar a criação da CPI do setor elétrico, a próxima da fila por ordem de chegada, por entender que não há um fato determinado.

Já existe um parecer da assessoria técnica contra a criação da CPI.

— Sem a do setor elétrico e as renovações, a do BNDES já entra na próxima etapa — afirmou o deputado.

No mais tardar, na análise de Rubens Bueno, a instalação da CPI aconteceria dentro de seis meses.

Parlamentares chegaram a discutir nos últimos dias a possibilidade de aprovar um projeto de resolução em caráter de urgência para que a Câmara autorizasse o funcionamento de seis CPIs simultaneamente para assegurar a instalação da Comissão para investigar os contratos do BNDES.

A avaliação, no entanto, é de que a medida não contaria com o apoio do presidente da Casa e, portanto, seria um "desgaste à toa" para as siglas. Para aprovar a medida é necessário contar com 257 votos na Câmara.

— Não sei se é uma alternativa viável para a Casa — afirmou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Segundo o parlamentar, a estratégia sobre a criação da CPI do BNDES será pauta certa no encontro de líderes da oposição nesta semana.

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