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Oposição ucraniana exige mediação internacional para crise

Líderes da oposição também pediram ajuda financeira aos países ocidentais

Brasil|Do R7

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Protestos começaram após o presidente Viktor Yanukovytch recusar acordo com União Europeia
Protestos começaram após o presidente Viktor Yanukovytch recusar acordo com União Europeia

Os líderes da oposição ucraniana exigiram neste domingo (2) uma mediação internacional nas negociações com o presidente Viktor Yanukovytch, "para evitar interpretações divergentes".

A questão foi abordada no sábado (1º) em Munique em uma reunião dos chefes da diplomacia americana, francesa e alemã com os líderes da oposição ucraniana, declarou um dos dirigentes dos protestos, o ex-boxeador Vitali Klitschko.

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Durante a reunião, a oposição ucraniana também solicitou uma ajuda financeira aos países ocidentais, que estariam "dispostos a oferecê-la", segundo o líder opositor Arseni Yatseniuk.

— Nós somos o povo da Ucrânia. Nem um só kopek ao regime de Yanukovytch. Ele roubará tudo.

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Mais de 50 mil manifestantes da oposição ucraniana se reúnem no centro de Kiev

Diante de mais de 50.000 pessoas reunidas na capital ucraniana, Klitschko também exigiu a libertação incondicional dos manifestantes detidos durante os confrontos que marcaram a crise política que paralisa a Ucrânia há mais de dois meses.

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O líder opositor pediu a retirada da lei de anistia aprovada na semana passada, pois o atual texto vincula a libertação das pessoas detidas à desocupação em um prazo de 15 dias dos prédios públicos ocupados pelos manifestantes.

Esta é a primeira manifestação importante em dez dias, que tem como objetivo pressionar o presidente Viktor Yanukovytch.

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Um dos primeiros discursos foi feito pelo ex-ministro do Interior do governo de Yulia Timochenko, Yuri Lutsenko, que denunciou a "nova tentativa de colonização" da Rússia.

Lutsenko pediu a criação de "unidades de autodefesa" em todo o país e disse que seria a melhor garantia contra um derramamento de sangue.

— Nada está terminado! Não perdemos nada, mas não ganhamos nada.

Opositor torturado vai ser autorizado a deixar a Ucrânia

Mais de dois meses depois do início, em 21 de novembro, da crise ucraniana - provocada pela recusa de Yanukovytch a assinar um acordo com a União Europeia e optar por uma aproximação com a Rússia -, a oposição tenta renovar o ânimo para manter a disposição.

De acordo com a presidência do país, Viktor Yanukovytch retornará na segunda-feira ao trabalho, depois de ter sofrido uma "infecção respiratória aguda".

Um comunicado divulgado no site oficial da presidência afirma que o estado de saúde do presidente ucraniano é satisfatório e que ele tem intenção de voltar ao trabalho na segunda-feira (03).

O governo havia anunciado na quinta-feira (30), dois dias depois da renúncia de todo o gabinete, o problema de saúde do presidente ucraniano.

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