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Otan fortalece posições no Leste Europeu contra ameaça da Rússia

Brasil|Do R7

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Por Adrian Croft e David Alexander

BRUXELAS (Reuters) - Ministros da Defesa de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordaram nesta quinta-feira em formar uma rede de centros de comando no leste da Europa e mais do que duplicar o tamanho de suas forças de reação rápida para melhor proteger a região no caso de qualquer ameaça da Rússia.

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O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que as medidas, parte da resposta da entidade à anexação russa da Crimeia, ex-península da Ucrânia, representam "o maior reforço de nossa defesa coletiva" desde o fim da Guerra Fria, 25 anos atrás.

Como as tensões entre Ocidente e Oriente chegaram ao seu auge desde então, a Otan deixou claro que não irá intervir na Ucrânia, mas irá fortalecer as defesas de aliados ocidentais temerosos que estiveram sob domínio russo durante quatro décadas até 1989.

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Os ministros concordaram em mais do que duplicar o tamanho da força de reação rápida da Otan, de 13 mil para 30 mil soldados, liderada por uma força "ponta de lança" de 5 mil efetivos com um tempo de reação mais rápido, ou seja, de 48 horas, afirmou Stoltenberg.

Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Polônia e Espanha irão se revezar no comando da força "ponta de lança", disse Stoltenberg.

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A aliança irá estabelecer um novo quartel-general da região nordeste na Polônia e um quartel-general menor para a zona do sudeste na Romênia.

Seis centros de comando com funcionários locais e da Otan serão criados na Polônia, Romênia e na Bulgária e nos três países bálticos --Estônia, Letônia e Lituânia-- para planejar exercícios e organizar reforços para as nações em qualquer emergência.

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"(Os russos) devem receber a mensagem de que nós e outros países temos enviado a eles, de que eles deveriam se afastar da agressão contra a Ucrânia", disse o ministro da Defesa canadense, Rob Nicholson, a jornalistas baseados no Canadá por telefone a partir de Bruxelas.

O plano, um avanço em relação às decisões tomadas durante a cúpula da Otan no País de Gales em setembro, frustrou alguns países do leste da Europa, que esperavam que a entidade montasse grandes bases na região, mas despertou inquietação na Rússia.

"Isso é muito preocupante", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Alexander Lukashevich, a respeito da força de reação rápida.

"Trata-se de criar habilidades operacionais adicionais que permitiriam à aliança reagir perto das fronteiras russas... tais decisões naturalmente serão levadas em conta em nosso planejamento militar", afirmou.

A Grã-Bretanha anunciou que irá liderar a força de reação rápida em 2017 e que irá enviar militares para todos os oito novos centros.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, declarou na reunião que Washington irá providenciar pessoal e recursos técnicos e logísticos para os novos centros de comando.

Autoridades da Otan, num aceno aos aliados do sul da Europa que não acreditam que a aliança deva olhar apenas para o leste, disseram que as novas medidas ajudariam a entidade a lidar com ameaças do Oriente Médio e Norte da África, assim como da Rússia.

Os ministros também discutiram os temores crescentes dentro da aliança sobre a estratégia nuclear da Rússia e os indícios de que os formuladores de políticas militares possam estar relaxando os critérios para o uso de armas atômicas em qualquer conflito, disseram diplomatas.

(Reportagem adicional de Tom Koerkemeier, em Bruxelas; de David Ljunggren, em Ottawa; e de Gabriela Baczynska, em Moscou)

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