Papiloscopistas organizam protesto em frente à residência oficial de Dilma Rousseff
Profissionais pedem que presidente sancione projeto que os tornam peritos oficiais
Brasil|Da Agência Brasil

Cerca de 100 papiloscopistas protestaram nesta terça-feira (30), em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência.
O grupo pede que a presidente Dilma Rousseff sancione o projeto de lei que inclui a categoria no rol de peritos oficiais. Atualmente, eles fazem parte da lista médicos-legistas, odontolegistas e peritos criminais.
O projeto de lei do Senado 244/2009, de autoria da então senadora Ideli Salvatti, atual ministra da Secretaria de Relações Institucionais, foi aprovado no começo de julho e tem até esta quinta-feira (1°) para ser sancionado por Dilma.
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Segundo o presidente da Fenappi (Federação Nacional dos Profissionais em Papiloscopia e Identificação), Antonio Maciel Aguiar Filho, o projeto não vai alterar as funções do papiloscopistas.
— Vamos continuar fazendo o que já fazemos. O projeto não inova nada. O que acontece é que a uma lei de 2009 nominou três classes de peritos e nós, que fazemos parte dessa categoria, ficamos de fora.
Os papiloscopistas são responsáveis pela perícia nos locais de crimes, identificação de cadáveres, retratos falados e emissão de passaportes, por exemplo.
Segundo o dirigente da Fenappi, a sanção da lei vai dar segurança jurídica aos laudos produzidos pelos papiloscopistas, que em alguns Estados têm sido questionadas na Justiça.
O grupo começou o protesto em frente ao Palácio do Planalto, mas se deslocou para a residência oficial, onde Dilma está trabalhando enquanto se recupera de uma gripe.
Os papiloscopistas carregavam velas acesas e fizeram orações em frente ao espelho d'água na entrada do prédio. O grupo pretende manter os protestos até quinta-feira, prazo final para a sanção.















