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Para ministro da Saúde, CPMF deve incidir sobre mais ricos

Cobrança do "imposto do cheque" deixaria de fora a classe média, indica Arthur Chioro

Brasil|Do R7

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Arthur Chioro prometeu que nova CPMF não será "do jeito que era"
Arthur Chioro prometeu que nova CPMF não será "do jeito que era"

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta sexta-feira (12) que a volta da CPMF (Contribuição sobre Movimentações Financeiras), se aprovada pelo Congresso Nacional, não deve incidir sobre a classe média.

O retorno do imposto do cheque (CPMF) para financiar a saúde é uma das propostas defendidas no 5º Congresso do PT, que está sendo realizado em Salvador.


— A ideia é tirar da cobrança amplos setores da classe média.

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Chioro indicou que o imposto deve incidir sobre os mais ricos.

— Não vai mais ter CPMF do jeito que era.


Embora o governo queira se aproximar da classe média, Chioro negou que a estratégia de tributação esteja sendo planejada com esse objetivo e disse estar conversando com todos os governadores sobre formas de sustentar o SUS (Sistema Único de Saúde).

— Sou ministro da saúde do Brasil, e não do PT.


Questionado sobre a decisão do PT de incluir a defesa da CPMF na Carta de Salvador, documento com as resoluções finais do Congresso petista, Chioro disse concordar com a iniciativa.

— Acho importante porque sinaliza um debate para o Congresso Nacional. Fico satisfeito porque estamos tomando a dianteira nesse debate.

Conhecida como "imposto do cheque", a CPMF foi extinta em 2007, no governo Lula. A derrubada do imposto foi considerada como uma das maiores derrotas do governo à época.

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