Para PF, Rose era "braço político da quadrilha" de venda de parecer
Ex-chefe de gabinete foi indiciada na semana passada
Brasil|Do R7

No relatório da Operação Porto Seguro que entregou à Justiça Federal na última sexta-feira (7), a Polícia Federal sustenta que Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, era "o braço político da quadrilha" que se instalou em órgãos públicos para compra de pareceres técnicos fraudulentos.
Segundo a PF, Rose "fazia aquilo que Paulo Vieira pedia". Vieira, ex-diretor de Hidrologia da ANA (Agência Nacional de Águas), foi nomeado para o cargo por recomendação e ingerência de Rose que, em troca de e-mails interceptada pela PF, dizia a seus interlocutores frequentemente que se reportava ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem rotulava de PR.
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A PF sustenta que Vieira era o líder da organização que teria se infiltrado nas repartições federais, inclusive três agências reguladoras, para atender interesses empresariais, como do ex-senador Gilberto Miranda, que também foi indiciado no inquérito da Porto Seguro.
Um irmão de Paulo, Rubens Vieira, chegou a cargo estratégico — diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) - pelas mãos de Rose, conclui a PF.
No despacho de indiciamento de Rose — que não prestou depoimento, ficou em silêncio —, a PF assinala vantagens que ela recebeu no exercício da função, como passagens para cruzeiros marítimos, obtenção de nomeações de familiares — inclusive a filha, Mirelle — em cargos públicos sem concurso.
A PF diz ainda que Rose agia "como particular, e valendo-se de sua amizade e acesso com pessoas em diversos órgãos públicos, para atuar e influir em nomeações e indicações.















