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Para polícia, morte de segundo índio em MS teve motivação pessoal

Celso Rodrigues foi assassinado a tiros na manhã de quarta-feira, no município de Paranhos

Brasil|Do R7

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A polícia já colheu depoimento do pai e irmã do índio da etnia guarani-kaiowá Celso Rodrigues, de 42 anos, que foi morto a tiros na manhã de quarta-feira (12). O delegado responsável pelo caso, Rinaldo Gomes Moreira, afirmou que, a princípio, não trabalha a hipótese de crime relacionado à disputa de terras.

— Nossa primeira linha de investigação é vingança ou alguma outra motivação pessoal.


Rodrigues foi morto nos arredores da aldeia Paraguassu, município de Paranhos, Mato Grosso do Sul. Ele é segundo indígena assassinado a tiros em menos de 15 dias no Estado.

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O CIMI (Conselho Indigenista Missionário), no entanto, não descarta a possibilidade de o crime ter sido motivado por disputa de terras. A aldeia Paraguassu fica no sul do Estado (a 464 km de Campo Grande), próxima à fronteira com o Paraguai. Tem 2,7 mil hectares, onde vivem 127 famílias.

De acordo com o Cimi, a área é homologada pelo Governo Federal, mas os índios solicitaram ampliação do território por meio de uma revisão. A área reivindicada abrange três fazendas de criação de gado.


O crime

Rodrigues seguia andando para fazenda Califórnia, vizinha à aldeia, onde iria receber dinheiro por um trabalho temporário, quando foi surpreendido próximo a um córrego, informou o cacique da aldeia, Nicolau Guarani-Kaiowá.

O pai de Celso, Alessandro Figueiredo, presenciou o crime.

— Ele parou o ônibus que eu estava e me disse que pistoleiros tinham tocaiado o filho dele.

Figueiredo relatou à polícia que um homem com uma touca ninja usou uma espingarda para efetuar o primeiro disparo e, em seguida, sacou uma pistola e disparou novamente. A polícia ainda não identificou a autoria do crime.

Outros casos

Celso Rodrigues é o terceiro índio morto no governo Dilma Rousseff. No último dia 30, o terena Oziel Gabriel foi morto a tiros durante conflito com fazendeiros na fazenda Buriti, em Serrolândia, cidade distante 416 km de Paranhos.

Em novembro passado, um índio da etnia mundurucu foi morto a tiros na região do rio Teles Pires, em Mato Grosso, durante uma operação deflagrada pela Polícia Federal para combater o garimpo ilegal.

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