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Para presidente da Câmara, funcionamento da CDH será argumento para Feliciano deixar cargo

Henrique Alves diz que a maioria das lideranças é contrária à permanência do pastor no cargo

Brasil|Da Agência Câmara

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O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, afirmou que os líderes partidários vão se reunir com o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), na próxima terça-feira (2), às 11 horas, para pressionar o deputado a deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Feliciano é alvo de críticas de movimentos sociais que consideram o deputado racista e homofóbico por causa de declarações feitas antes de assumir o cargo.


Na segunda-feira (25), por exemplo, um grupo de artistas divulgou nota de repúdio à presença do deputado na comissão. Um dia antes, a Anistia Internacional afirmou que a escolha do PSC é "inaceitável", por suas "posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres”.

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Segundo Henrique Eduardo Alves, a grande maioria dos líderes partidários é contrária à permanência de Feliciano na presidência da comissão, e isso será exposto na reunião. Questionado sobre os argumentos que serão usados na tentativa de convencer Feliciano, Henrique Eduardo Alves disse que será o “de que a comissão precisa voltar a se reunir, trabalhar deliberar. É dever dele e dos partidos cuidar para que isso volte a acontecer”, disse.


Nota do partido

Antes da reunião de líderes, o vice-presidente nacional do PSC, Everaldo Pereira, divulgou nota afirmando que o partido vai manter a indicação de Marco Feliciano na presidência da comissão.


No documento, Everaldo Pereira admite que Feliciano pode ter feito “declarações inconvenientes”, mas lembrou que ele já se desculpou.

— Qualquer um pode deslizar nas palavras, pode errar. O PSC não abre mão da indicação feita pelo partido. O deputado Marco Feliciano foi eleito por maioria dos membros da comissão e é um deputado ficha limpa, tendo todas as prerrogativas para ocupar a presidência da comissão.

A presença de integrantes da Executiva nacional do PSC à reunião foi uma estratégia da bancada do partido para dar maior respaldo à decisão.

O líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE), relatou que a permanência de Feliciano na CDH tomou grandes proporções.

— A decisão [sobre a permanência de Feliciano no posto] tomou proporções maiores do que imaginávamos e não poderia ser apenas da bancada, mas em conjunto com a Executiva nacional do partido.

O vice-presidente do PSC disse ainda que o partido é de paz, mas cobrou que as lideranças dos partidos da Câmara respeitem a indicação do partido e peçam aos seus militantes que protestem de maneira respeitosa.

— Não fazemos ameaças, mas se for preciso convocar centenas de militantes que pensam como nós, também vamos convocar.

Diante da situação, Henrique Eduardo Alves afirmou que a reação dos líderes partidários à posição de Marco Feliciano não tem relação com o PSC nem com os evangélicos.

— São circunstâncias que dizem respeito apenas a um deputado que está à frente da comissão.

Em relação à nota do partido, o presidente da Câmara disse que o texto foi contraditório com as negociações que a Presidência da Câmara estava tendo com o partido.

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