Parlamentares pedem cautela com vazamento de supostos nomes de políticos envolvidos na Lava Jato
Procurador-geral da República pediu investigação contra 54 pessoas citadas por delatores
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

A chegada de 28 pedidos de investigação sobre 54 pessoas enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta terça-feira (3), caiu como uma bomba no Congresso Nacional.
Principalmente porque vazamentos indicam a presença dos nomes dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), respectivamente, na lista de políticos envolvidos com o escândalo que atinge a Petrobras.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), defendeu o sigilo absoluto da lista com o nome dos possíveis envolvidos sobre o argumento de não manchar a reputação dos citados. O parlamentar também pediu cautela sobre os supostos envolvidos no escândalo e condenou o que chamou de “bolsa de apostas”.
— Uma vez que o nome de uma pessoa seja citado na mídia e, na sequência, provado por A mais B a sua inocência, jamais ele terá de volta a imagem anterior.
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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), explicou que a decisão de divulgar a lista ou não cabe ao ministro do STF, Teori Zavascki, e que a presença de nomes não significa que há envolvimento no caso. O parlamentar, que teria sido citado pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, em um dos depoimentos feitos à Justiça, disse ter interesse na divulgação da lista e disse estar com a “consciência tranquila”.
— O problema é que, muitas vezes, o sigilo é mantido para alguns e aí surgem vazamentos seletivos que atingem pessoas que nem na lista estarão.
O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), ressaltou que o vazamento dos nomes poderá afetar o trabalho das duas Casas. O senador defendeu as investigações e disse que a legenda está tranquila em relação aos desdobramentos da Lava Jato.
— Nós não vamos passar a mão na cabeça de quem quer que seja. Nós confiamos em todos os militantes do nosso partido, em todos os filiados, nas lideranças do partido, mas o partido sempre defendeu os valores maiores da ética, da correção e da própria democracia.















