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PDT elege diretório e espera trocar ministro do Trabalho

Brizola Neto é considerado uma escolha de Dilma e não um representante do partido 

Brasil|Do R7

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Na expectativa de indicar um novo ministro para a pasta do Trabalho, o comando atual do PDT organiza a convenção nacional do partido no próximo dia 22 para a eleição do novo diretório com a tendência de reconduzir Carlos Lupi à presidência da legenda. A vitória iminente do grupo de Lupi deverá esvaziar ainda mais o ministro do Trabalho, Brizola Neto. Além das críticas à condução da pasta pelo ministro, há insatisfação no PDT pela forma como Brizola Neto chegou ao cargo. Ele é considerado uma escolha pessoal da presidente Dilma Rousseff e não um representante do partido no primeiro escalão do governo.

As declarações recentes de Brizola Neto contra a criação de sindicatos azedou ainda mais a relação com o partido. De acordo com o líder do partido na Câmara e primeiro vice-presidente do partido, André Figueiredo (CE), "A inspeção do trabalho está desprestigiada.


— Que precisa haver reforma no sindicalismo, todos nós sabemos, mas ele foi vazio nas posições. As dificuldades hoje do Ministério do Trabalho vão além do sindicalismo. A inspeção do trabalho está desprestigiada, houve esvaziamento na área de qualificação profissional e o ministério precisa ser revigorado.

Campos vai atrás da Força Sindical de Paulinho


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O secretário de Relações Internacionais do PDT, deputado Vieira da Cunha, disse que o partido espera uma nova reunião com Dilma Rousseff. No início de fevereiro, Lupi esteve com a presidente em uma primeira conversa.


— Após a convenção nacional, esperamos uma segunda e conclusiva conversa com a presidente Dilma, não só para falar do ministério, mas sobre as relações do partido com o governo.

A bancada acredita que, após a disputa interna e a eleição do diretório, o comando do PDT estará legitimado a dar continuidade à conversa com a presidente.


Apoio

Na reunião preparatória para a convenção do partido, na segunda-feira (4), a cúpula do partido considerou não haver apoio automático à reeleição da presidente Dilma em 2014, como afirmou, nesta terça-feira, André Figueiredo.

— É prematura essa discussão. A tese que prevalece é que somos da base, e 2014 se discutirá em 2014. Em 2013, queremos contribuir com o governo com ideias.

O líder lembrou que o PDT foi o primeiro partido a manifestar apoio à candidatura da presidente Dilma, em 2010, mesmo antes do PT.

Vieira da Cunha também afirmou que o partido "não tem alinhamento automático com a reeleição". Ele argumentou que a primeira hipótese que deve ser examinada pelo partido, em 2014, é uma candidatura própria, como aconteceu anteriormente, quando a legenda concorreu com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e com o ex-governador Leonel Brizola, morto em 2004. Para Vieira da Cunha, a segunda alternativa é o apoio à presidente Dilma, embora considere que a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), deva ser analisada.

— Será uma nova eleição e o novo quadro político terá de ser examinado. A alternativa de Eduardo Campos é concreta e temos obrigação de examiná-la. Nós temos relações próximas com o PSB, somos partidos do mesmo campo e temos identidade ideológica. Nós vamos examinar essa hipótese oportunamente. O partido vai amadurecer esse debate interno e tomar a decisão no ano que vem.

O encontro do deputado e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), com Eduardo Campos, na segunda-feira (4), em Pernambuco, foi entendido pelo partido como uma atividade do líder sindical, segundo André Figueiredo.

— O Paulinho é um deputado que tem conduta própria. É uma liderança sindical, mas não foi dialogar em nome do PDT. Ele é o nosso indicado para tratar sobre a medida provisória dos portos, a MP 595. Delegamos essa função a ele. Mas nada sobre sucessão presidencial. É muito prematuro.

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