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Pedidos de prisão de cúpula do PMDB podem afetar votações e impeachment

Procurador pediu cadeia para Renan Calheiros, Eduardo Cunha, José Sarney e Romero Jucá

Brasil|, com R7

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Renan Calheiros pode ser preso por causa da operação Lava Jato
Renan Calheiros pode ser preso por causa da operação Lava Jato

Os pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de prisão de caciques do PMDB ao STF (Supremo Tribunal Federal) trouxeram grande preocupação ao Palácio do Planalto. 

A avaliação de interlocutores do presidente em exercício Michel Temer é de que o episódio pode atingir a governabilidade, com o atraso de votações importantes, principalmente das medidas econômicas que já estão no Congresso e as que ainda serão enviadas em breve.


Eles lembram que, além do recesso parlamentar em julho, em agosto as atenções estarão voltadas para os Jogos Olímpicos e as eleições, em seguida. 

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Há preocupação também sobre o impacto dos pedidos no processo de impeachment de Dilma Rousseff, embora o Planalto diga que há convicção de que o número de votos que garantirá o afastamento definitivo da petista está consolidado.

Apesar do discurso, o fato de os peemedebistas que estão na mira da Procuradoria serem importantes caciques do partido também preocupa o governo, porque pode haver uma vinculação automática deles à imagem de Temer, o que pode desfavorecê-lo no impeachment.


O Planalto acompanhou a mobilização ontem dos senadores petistas, que contavam com os pedidos de prisão para ajudar a agravar a instabilidade do governo Temer e a reverter votos de senadores indecisos na votação do impeachment.

Ontem, vazou a informação sobre o pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), José Sarney (PMDB-AP) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


Distância

A estratégia do presidente em exercício foi a de tentar se distanciar da crise, cumprir a agenda normalmente e tentar considerar o problema como algo restrito ao Congresso e ao STF.

Interlocutores salientaram que a possível saída do presidente do Congresso, Renan Calheiros, do senador Romero Jucá e de Eduardo Cunha, do cenário político possa desarticular o "plano Temer".

Para tentar deixar Temer distante da crise, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) evitaram o tema.

Ao deixar a reunião com líderes da Câmara, Geddel afirmou que os pedidos não causavam "nenhum constrangimento". Padilha agiu de forma semelhante. 

— Em um outro momento, talvez [comente os pedidos]. Agora, aqui, Olimpíada. Só quem pode responder é o dr. Janot, ele sabe por que fez, o que fez, o que escreveu e o que pediu. Eu não sei nada. 

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