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PERFIL-Ex-presidente da CNI, Armando Monteiro comandará ministério após perder eleição

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Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - Ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) chega ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior com a experiência de ter comandado a principal entidade empresarial do país e de dois mandatos como deputado e um como senador, que ainda exerce.

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Também leva o PTB, partido que não estava na aliança que reelegeu a presidente Dilma Rousseff em outubro, e assume o posto depois de sofrer uma grande virada e ser derrotado, ainda no primeiro turno, em sua tentativa de tornar-se governador de Pernambuco.

Monteiro, de 62 anos, foi presidente da CNI de 2002 até 2010 e sua chegada à Esplanada dos Ministérios pode sinalizar a intenção de Dilma de ter uma maior interlocução com o empresariado em seu segundo mandato, especialmente num cenário de fragilidade da atividade industrial.

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“A minha vivência de todo o trabalho que fizemos juntos de vários temas extremamente complexos, seja da CNI ou mesmo do Congresso, do Senado, ele escuta, analisa e consegue conceituar de alguma forma objetiva, simples, que faz com que os temas tenham resoluções extremamente construtivas”, disse o presidente da Gerdau, Jorge Gerdau, em depoimento gravado para a campanha de Monteiro ao governo pernambucano.

Além do comando da CNI, Monteiro também dirigiu a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco e, formando em Administração de Empresas e Direito, é filiado ao PTB desde 2003.

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Filho de Armando Monteiro Filho, ministro da Agricultura do ex-presidente João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964 que deu início a 21 anos de regime militar, Monteiro disputou a eleição para governador de Pernambuco neste ano com o apoio do PT.

Liderou as pesquisas de intenção de voto por boa parte da campanha, inclusive com os levantamentos apontando vitória no primeiro turno.

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Foi, no entanto, atropelado por Paulo Câmara (PSB) que, empurrado pela boa avaliação do governo de Eduardo Campos, pela comoção provocado pelo trágico falecimento do ex-governador em um acidente aéreo quando fazia campanha à Presidência e pelo apoio maciço da família Campos à sua candidatura, venceu a disputa já no primeiro turno. Câmara obteve 68 por cento dos votos válidos, contra 31 por cento de Monteiro.

Derrotado nas urnas, Monteiro vai agora para o Ministério do Desenvolvimento. Ele chega à pasta como possível segunda opção de Dilma. O mais cotado para assumir era o empresário Josué Gomes da Silva, candidato derrotado ao Senado por Minas Gerais e filho do falecido ex-vice-presidente José Alencar.

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