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Pestana diz que reforma política corre risco de "morrer na praia"

Deputado do PSDB criticou a falta de articulação dos líderes do Congresso

Brasil|Do R7

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Pestana admite que falta de acordo é prejudicial
Pestana admite que falta de acordo é prejudicial

O deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) criticou nesta quinta-feira (31) a falta de articulação dos líderes no Congresso para a aprovação da reforma política, afirmando que ela corre risco de "morrer na praia" devido ao pouco tempo hábil. "Temos 30 dias para resolver essa questão para 2018", lembrou o tucano, que é vice-presidente da comissão de reforma política na Câmara.

Nesta quarta (30), o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) admitiu que a falta de acordo pode inviabilizar a aprovação da reforma política. A proposta relatada pela deputada Shéridan (PSDB-RR), que prevê o fim das coligações e institui cláusula de barreira aos partidos, foi adiada para a próxima semana ou até mesmo a seguinte, por causa do feriado de 7 de setembro. A PEC que propõe o distritão e o financiamento público de campanha também está parada por falta de acordo. Para valer para a próxima eleição, as mudanças têm que ser aprovadas até o começo de outubro.


Para Pestana, que participa de um debate sobre o financiamento de campanha na Fundação Fernando Henrique Cardoso, a falta de coordenação dos líderes é um claro sinal da necessidade de se fazer a reforma. "Imagina a bagunça que é uma reunião de líderes com 27 partidos", criticou. "A representação tem que ter filtros para que a governabilidade não seja baseada no presidencialismo de cooptação. Como fazer reforma da previdência com esse quadro de pulverização?", questionou.

O tucano disse que sempre foi contra o distritão, que considera "uma falência do sistema partidário", mas que foi convencido a votar por ele como garantia para uma transição para o distrital misto em 2022. "Mas até essa alternativa já subiu no telhado", lamentou.

O parlamentar afirmou também que a ideia de restituir o financiamento privado voltou a circular em meio à polêmica sobre a criação de um fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões para o ano que vem. Ele ponderou, no entanto, que "não há clima político" para essa discussão no momento.

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