Petistas ensaiam rupturas no Piauí e em Pernambuco
PSB decidiu entregar os cargos que ocupa no governo federal
Brasil|Do R7
O PT reagiu de forma diferente nos Estados governados pelo PSB após a decisão do partido de Eduardo Campos de entregar os cargos que ocupam no governo federal. Enquanto no Amapá e no Ceará a ruptura no plano nacional não terá a princípio influência na composição estadual, em Pernambuco e no Piauí os petistas já preparam o desembarque das administrações locais.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, fez nesta quinta-feira (19) um apelo pela manutenção da aliança com petistas nos seus Estados.
— A decisão nacional não está refletindo no Espírito Santo porque o nosso clima aqui entre PT e PSB é de harmonia.
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Em Pernambuco, Estado comandado por Campos, presidente nacional do PSB e provável presidenciável do partido em 2014, o desembarque de petistas do primeiro escalão da administração estadual é aguardado para os próximos dias. O presidente estadual do PT, deputado federal Pedro Eugênio, reconheceu a necessidade de "uma reunião urgente" da direção da sigla, que pode acontecer ainda neste fim de semana. No Executivo estadual, o PT tem o comando das secretarias de Transporte e Cultura.
Até domingo o diretório regional do PT do Piauí se reúne para decidir sobre a entrega de cargos no governo Wilson Martins (PSB). O presidente do PT piauiense, deputado estadual Fábio Novo, manteve conversas com o senador Welllington Dias, provável candidato petista ao governo estadual no ano que vem. Segundo Novo, o PT vai "tomar uma posição política".
— Ainda vamos conversar com o governador.
O líder do PT na Câmara, deputado federal José Nobre Guimarães (CE), disse que o partido só deixa a administração Cid Gomes (PSB) no Ceará se o governador quiser. No entanto, a presidente estadual do PT. Luizianne Lins, foi convidada ontem para se filiar ao PSB. Ela não deu resposta.
No Amapá o divórcio entre PSB e PT em nível nacional não entrou em pauta, disse a presidente regional petista, Nilza Amaral.
— Vamos aguardar uma comunicação oficial do diretório nacional e orientações. Só depois disso poderemos nos posicionar.
Ela disse também que antes do partido tomar qualquer decisão no Amapá vai conversar com o governador Camilo Capiberibe (PSB).
— Não sabemos o que ele pensa sobre isso.
O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), já enfrenta a oposição do PT no Estado, mas disse que não acredita que haverá retaliação do governo Dilma com as gestões estaduais do PSB.
— A sociedade brasileira jamais permitiria esse tipo de postura. Não estamos no tempo da República Velha.














