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“Petrobras precisa ser fortalecida”, diz presidente do PT sobre troca no comando da empresa

Graças Foster e outros cinco dirigentes pediram afastamento da estatal

Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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Rui Falcão: "O mais importante é a gente fortalecer a Petrobras"
Rui Falcão: "O mais importante é a gente fortalecer a Petrobras"

O presidente do PT, Rui Falcão, defendeu nesta quarta-feira (4) que a Petrobras seja fortalecida após a troca do comando na estatal. A empresa divulgou nota confirmando a saída da presidente Graça Foster e de mais cinco dirigentes nesta quarta.

Para Falcão, existe uma campanha de desmerecimento da empresa que precisa ser combatida.


— Para mim, o mais importante é a gente fortalecer a Petrobras. É mostrar que é uma empresa que tem recursos, inclusive para o futuro do País. Há uma tentativa muito grande de desmerecer a Petrobras como empresa pública. Nós temos que manter as políticas de conteúdo nacional da Petrobras que garantem empregos, garantem o crescimento do País.

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O presidente do PT não quis opinar sobre a escolha do novo mandatário, mas disse que o escolhido terá que se comprometer com a continuidade do trabalho desenvolvido pela empresa, principalmente na exploração do petróleo.

— Eu acho que a diretoria que assumir terá que levar em conta as políticas que já foram traçadas até aqui. De fortalecimento da empresa, de continuidade da exploração do nosso petróleo, que tem crescido com reservas grandes e já explorando as jazidas cobertas. Enfim, é o que eu posso dizer no momento.


Falcão ressaltou que não há denúncias que caiam sobre Graça Foster e avaliou que o afastamento aconteceu por questão de “ordem administrativa” para o aperfeiçoamento da petroleira. O petista avaliou que as “críticas” e os “desgastes” culminaram para a decisão.

— Não há nenhum desvio ético por parte da presidenta Graça Foster. Ela não está em questão. Não há nenhuma denúncia contra ela. São decisões de ordem administrativa que ocorrem por motivação da diretoria atual. 


Sobre a criação de uma nova CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias de corrupção que envolvem a Petrobras, o cacique petista afirmou que faz “parte da pratica parlamentar” e que o partido não temerá os desdobramentos das investigações.

— A CPI vai se realizar. Nós não temos nenhum temor com relação as investigações. Nunca tememos investigações e o parlamento seguirá o rito normal, embora tenha cumprido há pouco tempo a CPMI.

Presidência da Câmara

Rui Falcão ainda comentou a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados. No último domingo (1º), Cunha foi escolhido para comandar a Casa com 267 votos. O segundo candidato mais votado foi Arlindo Chinaglia (PT-SP). Apesar de o PT ter formado um bloco com 180 parlamentares, Chinaglia recebeu 136 votos.

Além de não ter conseguido a presidência, o partido não garantiu nenhuma vaga na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados nesta legislatura. Falcão disse que o PT terá uma atuação presente nos trabalhos da Casa e aproveitou para alfinetar a oposição afirmando que “diferentemente daqueles que no plano federal querem fazer um terceiro tempo, a gente reconhece a eleição do presidente Eduardo Cunha.

Rui Falcão não atribuiu a derrota a uma insatisfação da base aliada com o governo, mas à afinidade dos parlamentares com Eduardo Cunha.

— Acharam que pela composição atual, pela atuação dele, era o mais indicado para essas bancadas e o apoiaram para presidência do parlamento. 

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