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Petroleiras cumprem apenas 5% da exploração em mar após quase 4 anos de rodada

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Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As petroleiras que arremataram áreas em mar na 11ª Rodada de Blocos Exploratórios de óleo e gás, realizada em 2013, cumpriram até agora apenas 5 por cento do Programa Exploratório Mínimo (PEM) da primeira fase exploratória dos ativos, cujo prazo contratual termina em meados de 2018.

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As informações estão em uma nota técnica publicada nesta sexta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), como parte do material de uma consulta pública que será aberta com o intuito de adiar em dois anos o fim da fase exploratória dos blocos da 11ª e da 12ª rodadas.

A iniciativa tem relação com a queda do preço do petróleo, que afetou a capacidade de investimentos das companhias.

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Segundo a autarquia, os concessionários relataram, até o momento, problemas diversos para o cumprimento dos prazos em 61 por cento dos 49 blocos em mar arrematados na 11ª rodada. No caso das 70 áreas em terra negociadas no certame, até o momento, apenas 37 por cento do PEM foi realizado.

A 11ª rodada marcou a retomada das ofertas públicas de áreas exploratórias no Brasil, após cinco anos sem licitações, e bateu recorde de arrecadação, de 2,48 bilhões de reais em bônus de assinatura, com 142 blocos arrematados em mar e em terra, por 30 empresas, em 11 bacias sedimentares.

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Devido aos grandes atrasos, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) recomendou à ANP que analisasse a prorrogação do prazo da fase exploratória da 11ª, em uma resolução publicada em fevereiro.

Na ocasião, o CNPE afirmou que tem havido desequilíbrio causado pela forte desvalorização do preço do petróleo, "que alterou de forma significativa a perspectiva de economicidade e o equilíbrio entre o risco assumido e a recompensa estimada de projetos de petróleo em todo o mundo".

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Além dos preços, a ANP destacou ainda, nos documentos publicados nesta sexta-feira, o desconhecimento e a complexidade geológica das áreas da 11ª.

Além disso, ANP recomendou o adiamento da fase exploratória da 12ª rodada, por considerar que o leilão foi realizado apenas cerca de sete meses após a 11ª, ainda em 2013, tendo sofrido todos os mesmos efeitos dos preços do petróleo.

A 12ª Rodada, que negociou 72 blocos em terra e arrecadou 165,19 milhões de reais em bônus de assinatura, cumpriu até agora apenas 13 por cento do PEM. Nos prazos atuais, sua fase exploratória termina em meados deste ano.

A consulta pública acontecerá entre 13 e 22 de março e uma audiência pública foi marcada para 3 de abril, segundo a ANP.

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(Por Marta Nogueira)

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