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Petros tem rombo de R$ 22,6 bi em 2015 e Petrobras prepara plano de equacionamento

Brasil|Do R7

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Com déficit no ano passado mais de três vezes acima do limite de tolerância permitido, a Petrobras prepara um plano de equacionamento para o seu fundo de pensão, o PPSP (Plano Petros Sistema Petrobras), e prevê percentuais adicionais de contribuições por um prazo de até 18 anos.

A Petrobras informou nesta quinta-feira o Petros fechou 2015 com um déficit de R$ 22,6 bilhões, diante de um limite de tolerância máximo de R$ 6,5 bilhões previsto em legislação.


O montante de R$ 16,1 bilhões acima do limite de tolerância será equacionado de forma igualitária entre os patrocinadores e participantes e assistidos, disse a companhia.

"Assim, a Petros deverá elaborar, ao longo de 2016, um plano de equacionamento de déficit, que aumentará as contribuições dos patrocinadores, dos participantes e assistidos do PPSP a partir de 2017", afirmou a estatal em fato relevante.


O déficit da Petros já está contemplado nas demonstrações financeiras da Petrobras divulgadas ao mercado, mas as contribuições adicionais serão contabilizadas à medida que forem efetivamente realizadas, disse a Petrobras.

A companhia disse que será preparado um estudo atuarial, que mostrará as causas do déficit e estabelecerá a forma e o prazo de pagamento. Serão determinados os percentuais adicionais de contribuições, com um prazo máximo de 18 anos, disse a Petrobras.


O fundo atende cerca de 21 mil participantes ativos e 55 mil assistidos.

As demonstrações contábeis auditadas da Petros de 2015 estão em fase de conclusão, sendo o prazo para envio à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) até 31 de julho, acrescentou a Petrobras.


Posicionamento Petros:

"A Petros informa que a avaliação atuarial de 2015 do Plano Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), aprovada pelo Conselho Deliberativo nesta quinta-feira, 23/6, aponta déficit acumulado de R$ 22,6 bilhões. É importante destacar que parte significativa do resultado de 2015 tem origem no tratamento de questões estruturais importantes para garantir a perenidade do PPSP, como a atualização do modelo de composição familiar. O cenário econômico adverso também causou forte impacto na rentabilidade do plano, assim como as provisões da perda do investimento na Sete Brasil e a alta da inflação. Cabe também ressaltar que, de acordo com as novas regras de solvência dos fundos de pensão, o valor a ser equacionado é de aproximadamente R$ 16 bilhões, que será dividido paritariamente entre patrocinadora e participantes num prazo de até 18 anos. As condições do plano de equacionamento ainda serão amplamente discutidas entre Petros, patrocinadora, representantes dos participantes e assistidos do PPSP e Previc. Todas as possibilidades serão analisadas, respeitando a legislação vigente. O balanço da Petros ainda está sob análise dos Conselhos Fiscal e Deliberativo e será enviado à Previc até 31 de julho".

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