PF cumpre decisão do Supremo e solta nove executivos envolvidos na Lava Jato
Presos desde novembro de 2014, suspeitos vão migrar do regime fechado para o domiciliar
Brasil|Marc Sousa, da TV Record, em Curitiba (PR)
A PF (Polícia Federal) libertou nesta quarta-feira (29) nove executivos investigados na operação Lava Jato que estavam presos na carceragem da PF em Curitiba (PR) e no Complexo Médico Penal de Pinhas, na região metropolitana. Presos desde novembro do ano passado, os suspeitos passaram do regime fechado para o domiciliar.
Os executivos soltos são: Ricardo Pessoa, dono da UTC e suspeito de liderar o grupo de empresários suspeitos; Gerson de Mello Almada (Engevix); Agenor Franklin Magalhães Medeiros (OAS); José Ricardo Nogueira Breghirolli (OAS); Sérgio Mendes (Camargo Corrêa); Erton Medeiros (Galvão Engenharia); João Auler (Camargo Corrêa); José Aldemário Pinheiro Filho (OAS); e Mateus Coutinho de Sá Oliveira (OAS).
Os dois primeiros a serem liberados foram Pessoa, da UTC, e Gerson Almada, vice-presidente da Engevix. Ambos estavam na carceragem da PF na capital paranaense. No fim da manhã, eles passaram pela Justiça Federal, colocaram tornozeleiras e foram para casa.
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Os outros sete detidos estavam no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Assim como Pessoa e Almada, também passaram a usar tornozeleiras eletrônicas.
Ontem, três dos cinco ministros da 2ª turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram revogar a prisão preventiva dos nove executivos. Supostamente, os nove têm ligação com o clube de empreiteiras de cobrança de propina para fechar contratos com a Petrobras.
Além do uso de tornozeleira e do dever de permanecer em casa, os executivos ficam proibidos de manter contato com outros investigados, devem entregar o passaporte em 48 horas, ficam afastados da direção de empresas envolvidas nas investigações e devem se apresentar em juízo, a cada 15 dias, e comparecer em todos os atos do processo.















