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PF inicia ação que combate comércio ilegal de pedras preciosas

Autoridades cumprem mandados de busca e apreensão e de prisão no Rio de Janeiro e na Bahia. Ação é desdobramento da Lava Jato do RJ

Brasil|Giuliana Saringer, do R7, com Estadão Conteúdo

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Operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (4)
Operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (4)

A PF (Polícia Federal) deflagrou mais uma fase da operação Lava Jato no Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (4). Batizada de Marakata, a ação investiga um esquema de comércio ilegal de pedras preciosas e semipreciosas. Os itens eram exportados com preços subfaturados para sonegação de impostos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

As autoridades cumprem cinco mandados de prisão e outros de busca e apreensão (a quantidade não foi informada) na Bahia e no Rio de Janeiro. A ação conta com a participação da Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal. 


Segundo a Receita Federal, "os envolvidos adquiriam as pedras preciosas de garimpeiros e atravessadores. Para dar uma aparência de licitude aos negócios eram utilizados documentos fiscais e comerciais com preços menores que os praticados. Após a aquisição, as pedras tinham como principais destinos a Índia e Hong Kong, sendo exportadas com valores subfaturados".

A força-tarefa investiga se a operação tem ligação com a Câmbio, Desligo, deflagrada em maio deste ano. As investigações apuram se a rede de doleiros investigados era usada para receber diferença entre o valor real da exportação e o declarado às autoridades fazendárias. 


As investigações apontam, ainda, que esquema envolvia doleiros para pagar diferença entre o valor da aquisição e o valor informado nos documentos fiscais usados para a compra das pedras.

A Operação Marakata encontrou indícios de contas internacionais movimentaram cerca de US$ 44 milhões. Entre os alvos da Operação Marakata investigados no sistema de câmbio ilegal comandado por Messer estão os sócios-administradores da Comércio de Pedras O S Ledo, Marcello Luiz Santos de Araujo e Daisy Balassa Tsezanas, que trabalham comprando esmeraldas e outras pedras de garimpos na Bahia e as exportam para empresários indianos usando notas fiscais e invoices falsos.


Segundo o MPF, A O S Ledo, comerciante de pedras preciosas, 'é investigada por ter status equiparado ao de doleiros que forneciam dólares no exterior para as operações de compensação paralela que vieram a público na Operação Câmbio Desligo'.

"Os dólares provinham de pagamentos "por fora" com a exportação de esmeraldas e outras pedras para empresas, principalmente da Índia e Hong Kong (como Golden Whell Impex, Gloria International Trading, Gemoro, Kge Rough Gems, Precious Gems, Akar Gems, Beads Paradise e Unique Gems). Parte dos valores era internalizado no país pelo sistema de dólar-cabo invertido e usado para pagamentos em reais, também "por fora", aos garimpeiros e atravessadores com os quais a O S Ledo negociava as pedras no mercado nacional", diz a Procuradoria.

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