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PF investiga fraude em aposentadorias rurais em PE

Membros de sindicato são acusados de fornecer documentação para comprovar atividade rural

Brasil|Da Agência Brasil

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Investigações começaram em 2015, quando esquema foi descoberto
Investigações começaram em 2015, quando esquema foi descoberto

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na manhã de hoje (12) a Operação Manager, com o objetivo de desarticular uma rede que seria especializada em concessões fraudulentas de aposentadorias rurais na RMR (Região Metropolitana do Recife). O prejuízo estimado pela PF é de R$ 632 mil mensais.

De acordo com a PF, moradores do município de Cabo de Santo Agostinho e arredores conseguiam aposentadorias rurais, concedidas pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), sem que tivessem direito ao benefício.

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Membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Cabo são acusados de atrair interessados em praticar a fraude e fornecer documentação falsa para comprovar a atividade rural. As aposentadorias eram concedidas na agência do INSS de São Lourenço da Mata, outro município da região metropolitana. A suspeita é de que o gerente sabia do esquema.

Segundo a PF, quando o benefício era concedido, os recém-aposentados eram pressionados a contratar empréstimos consignados e direcionar a maior parte do dinheiro aos acusados. Para efetivar o esquema, a Polícia Federal afirma que o grupo contava com a ajuda de um correspondente bancário.

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Cerca de 60 policiais federais e três técnicos do INSS trabalham desde às 6h no cumprimento de mandados. São duas determinações de prisão preventiva, um no bairro de Boa Viagem, Recife, e outro na cidade de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana.

Outras quatro pessoas são alvo de condução coercitiva, das quais três são de Cabo de Santo Agostinho e uma de Jaboatão dos Guararapes. Seis mandados de busca e apreensão também são cumpridos.

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As investigações começaram em 2015, época em que foi descoberto o suposto esquema. A estimativa do prejuízo causado com a manutenção das aposentadorias irregulares é de R$ 632 mil mensais. A PF calcula que R$ 11 milhões já tenham sido subtraídos do INSS nesse caso.

Os acusados de integrarem a organização criminosa vão ser responsabilizados pelos crimes de fraude, falsidade ideológica e peculato. Caso sejam condenados, as penas somadas podem chegar a 30 anos de reclusão, de acordo com a Polícia Federal.

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