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PF prende ex-diretor da Petrobras em operação sobre lavagem de dinheiro

Brasil|Do R7

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SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 20 Mar (Reuters) - A Polícia Federal prendeu o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa no âmbito da operação Lava-Jato, sobre lavagem de dinheiro, informou a assessoria de imprensa da PF.

O ex-executivo da estatal foi preso no Rio de Janeiro sob a acusação de destruir documentos que o envolveriam no esquema de lavagem de dinheiro investigado pelos policiais federais.

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Os grupos investigados registraram comunicações de operações financeiras atípicas num montante que supera 10 bilhões de reais, de acordo com as informações fornecidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e obtidas pela Polícia Federal.

Procurada, a Petrobras disse por meio de sua assessoria de imprensa, que, por ora, não comentará o assunto.

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A PF informou que a prisão de Costa não tem qualquer relação com a investigação pela Polícia Federal sobre a compra pela Petrobras, em 2006, de 50 por cento de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos.

Na quarta-feira, a Presidência da República informou em nota que a presidente Dilma Rousseff, à época ministra-chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, votou favoravelmente à transação baseada em um parecer falho.

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Logo após Maria das Graças Foster assumir a presidência da Petrobras, em 2012, Costa foi demitido da diretoria de Abastecimento.

Ele era um dos diretores mais atuantes da gestão do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli. Costa era uma indicação do PMDB e apadrinhado pelo vice-presidente da República, Michel Temer.

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Outra mudança estratégica promovida por Graça, após assumir a presidência, foi acumular o comando da estatal com a direção do departamento internacional da companhia.

A Diretoria Internacional da Petrobras esteve envolvida diretamente com a compra da refinaria em Pasadena, hoje alvo de investigações pela Polícia Federal, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público.

A refinaria norte-americana teria sido comprada por um preço acima do valor de mercado.

Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras informou que a empresa não tem comentários sobre assuntos relacionados à refinaria dos EUA.

ALVO NO CONGRESSO

As eventuais irregularidades envolvendo a Petrobras têm sido alvo da oposição no Congresso Nacional e até mesmo de deputados da base aliada insatisfeitos com o Palácio do Planalto.

Recentemente, deputados da base aliada ajudaram a aprovar a criação de uma comissão para viajar a Holanda e acompanhar investigações sobre suspeitas de pagamento de propina pela empresa SBM Offshore a funcionários da estatal.

A oposição busca, inclusive, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar denúncias de irregularidades envolvendo a estatal.

(Reportagem de Eduardo Simões e Rodrigo Viga Gaier)

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