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Pico do dólar impulsiona busca de brasileiros por destinos nacionais 

Cotação alta da moeda americana está fazendo com que viajantes optem por opções mais em conta, como Curitiba, São Paulo e Brasília

Brasil|Pietro Otsuka*, do R7

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Alta da dólar impulsiona busca por destinos nacionais
Alta da dólar impulsiona busca por destinos nacionais

Desde o início de 2019, o Brasil tem assistido o valor do dólar aumentar. Em julho, a moeda americana ultrapassou a barreira dos R$ 4,00, e chegou a R$ 4,16. Desde então, o dólar tem oscilado em torno disso e as consequências desse período de instabilidade podem ser observadas também no mercado de turismo. Segundo levantamento feito pelo Kayak, maior ferramenta de buscas de viagem do mundo, destinos nacionais e na América Latina têm sido cada vez mais visados pelo público brasileiro. Em contrapartida, opções estrangeiras tradicionais, como Miami, Orlando, Nova York e Lisboa têm ficado para trás.

De acordo com a pesquisa, Curitiba lidera o ranking dos destinos nacionais mais visados pelo brasileiro, com alta de 81%. Logo atrás vem Belo Horizonte (79%), Brasília (74%) e São Paulo (63%). A única cidade internacional da lista é Santiago (60%), no Chile, que, por estar localizada na América do Sul, está relacionada à tendência de procura por lugares menos ‘dolarizados’.

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“Com a alta do dólar, é natural que o viajante procure destinos nacionais e na América Latina, já que eles oferecem um custo do dia a dia mais acessível”, comenta Eduardo Fleury, líder de operações do Kayak no Brasil.

Vale ressaltar que a alta do dólar também impacta os preços das passagens aéreas nacionais, já que vários dos fatores que determinam esses valores são calculados de acordo com a moeda americana. “Uma viagem compreende muitos custos diferentes. Quando se viaja na América Latina, a maioria dos custos de viagem, além da passagem aérea (alimentação, lazer, compras e hospedagem), é paga nas moedas locais, que de modo geral também estão desvalorizadas em relação ao dólar”, explica Fleury.

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“Portanto, são destinos menos dolarizados, ou seja, os custos da viagem como um todo não são tão afetados pelo câmbio real-dólar como são os de uma viagem para os Estados Unidos, por exemplo”, diz.

Fleury também pontua que planejar a viagem com antecedência é essencial. “Para aqueles que continuam buscando viajar para o exterior, recomendamos comprar passagens com, no mínimo, três a quatro meses de antecedência da data da viagem. Para passagens nacionais, a antecedência ideal é de um mês”, completa Fleury.

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Alta do dólar

O mês de setembro foi marcante para o Brasil. Isso porque o dólar passou, pela primeira vez na história, um mês inteiro acima dos R$ 4,00. O alto valor da moeda americana não se explica somente pelo que acontece nacionalmente. De acordo com o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, acontecimentos internacionais repercutem no preço do dólar não só em terras brasileiras, mas no mundo inteiro.

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Entre os motivos por trás da alta, alguns têm maior destaque, como a tensão entre Arábia Saudita e o Irã, a guerra comercial envolvendo a China e Estados Unidos, além do processo de impeachment contra Donald Trump.

Apesar disso, nos últimos dias, foi possível observar um movimento de leve queda no preço do dólar. “Se a gente olhar nos últimos dias, o dólar caiu bem. E tem um motivo muito específico para isso. Indicadores econômicos dos Estados Unidos vieram muito abaixo do esperado e isso pressionou o dólar para baixo. Porque o mercado busca segurança, mas não está buscando nos EUA e no dólar, mas em outras moedas, como o iene, o euro, franco suíço, dólar canadense, dólar australiano, etc. Isso pressiona o dólar para baixo no mundo inteiro, então a moeda está se enfraquecendo e os investidores já não estão mais buscando tanta segurança no dólar”, comenta Laatus.

“O dólar está atrelado aos Estados Unidos, e o país, como veio exposto nos indicadores, está mostrando que a recessão não está tão longe como se imaginava”, completa.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

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