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Planalto adotará silêncio sobre carta, mas vê “tom jihadista” no texto de Temer

Vice-presidente declarou que se sente 'menosprezado' e provocou desconfiança no governo

Brasil|Do R7

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Governo deverá adotar estratégia do silêncio para entender Temer
Governo deverá adotar estratégia do silêncio para entender Temer

O Palácio do Planalto vai adotar a tática da “reserva e o silêncio” sobre a carta do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), vazada na última segunda-feira (7).

No entanto, articuladores do governo estranharam o “tom jihadista” do texto escrito pelo vice, diferente do seu estilo costumeiro. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo e foi divulgada nesta terça-feira (8).


O Planalto não quer provocar um desgaste ainda maior com o vice-presidente, uma vez que Temer é o presidente do PMDB, partido fundamental para vetar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff.

Após a aceitação do pedido de impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na última quarta-feira (2), Dilma Rousseff enfatizou a "confiança" que tinha em Temer. No último sábado (5), em Pernambuco, Dilma cravou: "Eu conheço o Temer como político, como pessoa".


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Ontem à tarde, pouco antes de Temer enviar a carta e o o conteúdo vazar, Dilma voltou a apostar suas fichas em Temer: "Confio, como sempre confiei".


— Não é essa a posição que sei dele [de que Temer seria a favor do impeachment]. Essa informação que sai em algum órgão de imprensa. Ele sempre foi extremamente correto comigo e não tem porquê desconfiar dele um milímetro. Temos tempo de praia. Essa casquinha de banana eu não caio não. Ele tem conversado bastante comigo, assim que ele chegar à Brasília, eu me reunirei com ele. [...] Ele tem sempre tido um comportamento bastante correto.

PMDB rachado


O Planalto também já entendeu que o racha dentro do PMDB está explícito. De um lado está o líder do partido na Câmara, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), favorável à manutenção de Dilma no poder. Do outro, Eduardo Cunha, presidente da Câmara, que quer a saída de Dilma Rousseff.

Nesta segunda-feira, Dilma vai se reunir com os governadores dos Estados para discutir, oficialmente, a escalada dos casos de microcefalia. O encontro está marcado para as 17h.

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