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Policiais civis cobram política nacional de segurança com atos e paralisações

Ao menos cinco Estados fazem paralisação; outros participam de ato, mas mantém trabalhos

Brasil|Do R7, com Agência Brasil

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Policiais civis realizam protesto
Policiais civis realizam protesto

Policiais civis em várias unidades da Federação interromperam parte de suas atividades nas primeiras horas desta quarta-feira (21). Segundo a Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis), entidade responsável pelo ato nacional que reúne policiais civis, federais e rodoviários federais, profissionais de ao menos 16 unidades aderiram à paralisação, que deve durar 24 horas.

De acordo com a Cobrapol, a mobilização nacional conjunta foi a forma encontrada para cobrar do governo uma política nacional de segurança pública.


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Em seu site, a entidade afirma que Alagoas, Amazonas, Bahia, Brasília, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins estão participando da mobilização.


No entanto, em diversos estados, a categoria decidiu não paralisar os serviços, optando por fazer atos de apoio à mobilização nacional. Entre esses estados, São Paulo.

Rio


O Rio de Janeiro é um dos Estados onde os policiais cruzaram os braços. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, Fernando Bandeira, 60% do efetivo aderiram à paralisação. Já a chefia de Polícia Civil garantiu que está monitorando o funcionamento de todas as delegacias do Estado, a fim de adotar medidas necessárias para o bom atendimento à população. 

Alagoas


Em Alagoas, os policiais optaram por manter os serviços integralmente. O Sindpol local convocou a categoria para um ato pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 51/2013, que trata, entre outras coisas, da implantação da carreira única e da desmilitarização da Polícia Militar. 

Amazonas

No Amazonas, a categoria também optou por não aderir à paralisação, mas manifestou apoio à mobilização nacional em reunião de um grupo de policiais.

— Temos uma negociação já em andamento e, desde segunda-feira, estamos nos reunindo com representantes do governo estadual. Por isso, optamos por não fazer uma paralisação e orientamos a todos que estão de serviço a comparecer normalmente ao trabalho, para não atrapalhar as negociações — comentou o diretor financeiro do Sinpol, Fredson Bernardo da Silva.

Bahia

Na Bahia, o Sindpoc anunciou que, das 8h à mesma hora de quinta (22), apenas o mínimo de 30% do efetivo de serviço estará a postos para atender a casos de prisões em flagrantes e crimes contra a criança e a vida. Segundo o presidente da entidade, Marcos de Oliveira Maurício, ao menos 65% da categoria estão parados.

A Polícia Civil da Bahia informou não ter recebido reclamações sobre o atendimento, mas ainda não tem um balanço sobre o movimento.

Distrito Federal

No Distrito Federal, a categoria aprovou a paralisação entre as 8h e a meia-noite de hoje, durante assembleia realizada ontem. Vice-presidente do Sinpol, Renato Rincón afirmou que a adesão à paralisação "é maciça" e que apenas casos de homicídios, latrocínios, estupros, remoção de cadáveres e outras ocorrências emergenciais devem ser atendidas.

A Secretaria de Segurança Pública confirmou que as vítimas de crimes de menor potencial ofensivo não estão sendo atendidas nas delegacias, mas garantiu que todas as ocorrências graves serão registradas e atendidas normalmente.

Espírito Santo

No Espírito Santo, a paralisação de 24 horas foi aprovada durante uma assembleia realizada na manhã desta quarta. Segundo o Sindipol, os policiais que aderirem ao movimento vão permanecer em suas unidades, mas trabalhando apenas em emergências, flagrantes e recolhimento de corpos.

A secretaria informou ainda não ter um balanço sobre a adesão ao movimento.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, segundo o Sinpol, serviços foram interrompidos no interior do Estado, onde a adesão da categoria à mobilização foi mais significativa. Já na capital, Florianópolis, devido à baixa adesão, o sindicato optou por fazer um ato de esclarecimento à população. No interior, a orientação sindical é que os policiais atendam apenas a emergências e ordens judiciais.

Procurada, a assessoria da Polícia Civil informou que, "em todo o estado, não houve paralisação".

Pará

No Pará, o sindicato que reúne servidores públicos da Polícia Civil chegou a anunciar a adesão da categoria à mobilização nacional, mas, segundo a imprensa local, os policiais fizeram um ato em Belém e agendaram uma assembleia para o próximo dia a fim de discutir uma provável paralisação.

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