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Políticos e executivos defendem privatizações como forma de estimular o desenvolvimento do País 

Fórum sobre infraestrutura reuniu cerca de 200 pessoas na sede do governo de MG

Brasil|Enzo Menezes, do R7, em Minas Gerais

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Os gargalos que freiam o desenvolvimento do Brasil podem ser explicados por entraves burocráticos e dificuldades em implementar ações do setor privado em áreas administradas pelo poder público. Esse é o diagnóstico apresentado no Fórum de Infraestrutura e Logística, que reuniu nesta sexta-feira (7), em Belo Horizonte, governadores, ministros e lideranças empresariais.

Na abertura, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, destacou a necessidade de fortalecer a malha rodoviária mineira, a maior do País, e a reformulação dos aeroportos a partir da iniciativa privada.


— O tema da logística cala fundo em Minas pela nossa posição central no Brasil. Temos a maior malha rodoviária e a segunda maior malha ferroviária em nosso território. Temos a necessidade de aeroportos robustos para dar suporte ao nosso desenvolvimento.

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Além de Anastasia, o encontro conta com a presença dos governadores de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), e de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do prefeito de BH, Marcio Lacerda, dos ministros Cesar Borges (Transportes) e Moreira Franco (Aviação Civil), dos presidentes Robson Andrade, da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Otavio Azevedo, da Andrade Gutierrez, Djalma Morais, da Cemig, e José da Costa Carvalho, da Eletrobrás. O fórum é organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais), do empresário João Dória Jr.

Privatizações


A palavra de ordem das grandes empreiteiras é privatização. A facilitação de condições para a entrega de serviços administrados pelo poder público, como estradas e aeroportos, é sua grande demanda. Nesse sentido, o prefeito Marcio Lacerda lembrou que BH é a capital com maior presença de PPPss (Parcerias Público-Privadas) no País.

— Nossa infraestrutura está aquém da nossa capacidade e competição. Possivelmente, BH é a capital com mais projetos de engenharia de PPP realizados nesse momento. Entendemos que a região metropolitana tem enorme potencial para novos investimentos.


O presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, criticou o modelo brasileiro de execução dos projetos de engenharia, que encarece o custo de grandes obras justamente por não permitir o cálculo correto do investimento. O licenciamento ambiental também é considerado um entrave inexplicável.

— A Lei 8.666 é ultrapassada, anacrônica. Transfere a órgãos de controle os poderes de gestão. Precisamos ter projetos executivos bem definidos. É impossível determinar o custo sem os projetos.

O ministro Cesar Borges admitiu a necessidade de privatizações e destacou que "o papel do governo é exigir das concessionárias o cumprimento de contratos e o nível de investimento".

O presidente do Lide (Grupo de Líderes Enpresarias), João Dória Jr., reforçou essa perspectiva.

— É preciso privatizar. O investidor precisa de lucro, não pode se penalizar. O governo deve promover a livre iniciativa em tarefas que o Estado não sabe cumprir.

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