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Polônia diz ter recebido pedido dos EUA por extradição de Roman Polanski

Brasil|Do R7

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Por Marcin Goclowski e Wiktor Szary

VARSÓVIA (Reuters) - Procuradores poloneses planejam interrogar o cineasta Roman Polanski após receberem uma solicitação de extradição aos Estados Unidos devido a uma condenação de 1977 por abuso sexual de menor, disse o gabinete do procurador-geral nesta quarta-feira.


Um advogado do diretor –tido por muitos poloneses como uma de suas maiores personalidades culturais vivas- disse que os procuradores poloneses já interrogaram Polanski no ano passado, deixando-o seguir em liberdade, e que desde então nada mudou sobre o caso.

Polanski, que é filho de poloneses mas vive na França, tem estado com frequência na cidade de Cracóvia, no sul da Polônia, onde planeja gravar um filme.


Mateusz Martyniuk, um porta-voz da procuradoria-geral em Varsóvia, disse que o pedido de extradição, proveniente de promotores de Los Angeles, será encaminhado para o gabinete do procurador em Cracóvia.

“Procuradores vão querer intimar Polanski para interrogatório”, disse Martyniuk. Em outubro do ano passado, procuradores em Cracóvia colheram o depoimento de Polanski referente à um mandado dos EUA sobre a condenação de 1977.


Eles disseram que não havia fundamentos para a prisão do cineasta e esperariam o pedido de extradição aos EUA antes de decidir sobre qualquer medida adicional.

“Em nossa visão, nenhuma nova circunstância veio à tona que possa levar a uma mudança na decisão de outubro da procuradoria”, disse um dos advogados poloneses de Polanski, Jerzy Stachowicz, à Reuters por telefone nesta quarta-feira.


Em 1977, o cineasta alegou ser culpado de ter feito sexo ilegal com Samantha Geimer, de 13 anos, durante uma sessão de fotos em Los Angeles regada a champanhe e drogas.

Polanski ficou 42 dias preso como parte de um acordo judicial. Ele fugiu dos EUA no ano seguinte, acreditando que o juiz responsável por seu caso poderia revogar o acordo e condená-lo a vários anos de cadeia.

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