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Prefeito de Londres seria exceção a banimento temporário de muçulmanos nos EUA, diz Trump

Brasil|Do R7

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WASHINGTON/LONDRES (Reuters) - O provável candidato presidencial republicano Donald Trump, que propôs uma proibição temporária à entrada de muçulmanos nos Estados Unidos se for eleito, deu a entender que abriria uma exceção para o prefeito recém-eleito de Londres, que é muçulmano, de acordo com o jornal New York Times.

Mas Sadiq Khan, que foi empossado na capital britânica no sábado, rejeitou a fala de Trump, dizendo que o bilionário do setor imobiliário tem uma "visão ignorante do islã".


"Sempre vai haver exceções", disse Trump, segundo o jornal, quando indagado se sua proposta polêmica se aplicaria a Khan, filho de um imigrante paquistanês motorista de ônibus com uma costureira.

Trump disse que ficou feliz de ver Khan eleito, de acordo com o NYT, acrescentando: "Você lidera pelo exemplo, sempre lidera pelo exemplo. Se ele fizer um bom trabalho... seria uma coisa sensacional".


O magnata levantou a possibilidade da proibição depois dos ataques mortais de militantes islâmicos em Paris e na Califórnia no ano passado. Grupos de muçulmanos e de direitos humanos, os rivais democratas de Trump e muitos de seus adversários na corrida presidencial republicana repudiaram a proposta por vê-la como contraproducente, contrária aos valores norte-americanos e com potencial de dividir as pessoas.

Khan afirmou que a visão de Trump cria o risco de alienar a maioria dos muçulmanos e dar combustível para extremistas, tornando tanto a Grã-Bretanha quanto os EUA menos seguros.


"Isso não diz respeito só a mim – diz respeito a meus amigos, minha família e todos que têm uma história de vida parecida com a minha, em qualquer parte do mundo", disse em um comunicado nesta terça-feira.

"Donald Trump e os que o cercam pensam que os valores liberais ocidentais são incompatíveis com o islã majoritário – Londres provou que ele está errado".


Khan, candidato de 45 anos do opositor Partido Trabalhista, derrotou seu rival conservador por uma margem recorde na semana passada. Após a vitória, ele acusou seus adversários de recorrerem ao medo e às insinuações sobre seu suposto elo com extremistas para lançar grupos étnicos e religiosos uns contra os outros, o que ele descreveu como "algo saído diretamente do manual de Donald Trump".

Em uma entrevista, Khan disse que gostaria de conhecer os projetos interessantes que os prefeitos de Nova York e Chicago estão implementando, mas que teria que fazer a visita antes de janeiro caso Trump vença a eleição de 8 de novembro.

(Por Mohammad Zargham e Michael Holden, em Londres)

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