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Prefeito do Rio diz que Deodoro está com obras em dia apesar de problema com Queiroz Galvão

Brasil|Do R7

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Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As obras do Complexo de Deodoro para a Olimpíada de 2016 estão “rigorosamente” em dia e a demissão de funcionários por parte da empresa responsável não ameaça o andamento da construção, disse nesta quinta-feira o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, à Reuters.

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Segundo Paes, a empreiteira Queiroz Galvão, que lidera o consórcio responsável pela construção da instalação olímpica, enfrenta um problema de fluxo de caixa na obra por questões burocráticas do financiamento da Caixa Econômica Federal, mas a prefeitura tem adiantado os valores para a obra continuar dentro do cronograma.

“O Tesouro Nacional não contingenciou nada. Você tem trâmites burocráticos e controles rigorosos nesses pagamentos”, disse Paes à Reuters por telefone.

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“Nesse caso, o que a prefeitura faz: como demora às vezes 30 a 60 dias para repassar, não por falta de dinheiro, mas por conta desse trâmite burocrático, nós estamos adiantando esse dinheiro”, acrescentou.

Reportagens publicadas nesta quinta-feira disseram que a Queiroz Galvão demitiu 70 funcionários e colocou em aviso prévio mais de mil trabalhadores do Complexo de Deodoro, que receberá 11 modalidades dos Jogos de 2016, devido ao atraso no repasse de recursos federais.

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Procurada pela Reuters, a empresa assegurou que não houve paralisação das obras e que elas estão dentro do cronograma. A construtora é uma das investigadas pela operação Lava Jato, que apura irregularidades em contratos de empreiteiras com a Petrobras.

Mais tarde, em comunicado, afirmou que "o consórcio acredita na regularização dos pagamentos das etapas já concluídas de forma a garantir a entrega do projeto no prazo estipulado em contrato".

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O prefeito do Rio afirmou em entrevista coletiva que a empreiteira Queiroz Galvão está tentando pressionar os governos municipal e federal ao anunciar as demissões, e classificou a estratégia de “burra”, “arcaica” e “ultrapassada”.

“Não pode deixar acontecer a imprensa ser usada para chamar atenção para agendas outras que não são interesse das Olimpíadas... tem um processo burocrático que tem ser respeitado para a verba ser liberada”, declarou ele a jornalistas.

“Não caiam nessa esparrela ou pressões de empreiteiras, isso é uma estratégia burra da empresa porque todo mundo fica lembrando que eles têm ligação com a tal da Lava Jato."

Apesar dos problemas, Paes garantiu que a obra em Deodoro está "a todo vapor".

O Complexo de Deodoro, cujas obras estão estimadas em mais de 800 milhões de reais, tem sido uma dor de cabeça para os organizadores dos Jogos.

A obra seria inicialmente realizada pelo governo federal, mas depois passou para o governo estadual e, finalmente, foi assumida pela prefeitura. A construção só começou no segundo semestre de 2014, com mais de um ano de atraso.

Em visita de inspeção à cidade em fevereiro, a comissão de coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI) apontou como motivo de preocupação a construção da arena de hipismo cross-country, que fica em Deodoro e estaria com atrasos.

Além do hipismo, o complexo localizado em uma área militar na zona oeste do Rio de Janeiro vai receber competições de basquete, ciclismo mountain bike, pentatlo moderno, tiro esportivo e rúgbi, entre outras.

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