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Premiê grego garante a credores da UE que fará reformas para desbloquear dinheiro

Brasil|Do R7

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Por Renee Maltezou e Alastair Macdonald

BRUXELAS (Reuters) - A Grécia afirmou nesta sexta-feira que está agindo rapidamente para atender às demandas dos credores por um plano detalhado de reformas econômicas, após o primeiro-ministro Alexis Tsipras garantir aos líderes da zona do euro que seu governo liderado pela esquerda vai acelerar o trabalho para evitar a falência.

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Após dois meses de frustração crescente em ambos os lados, desde que Tsipras foi eleito com a promessa de acabar com anos de medidas de austeridade, o premiê realizou três horas de negociações noite adentro para tentar romper um impasse que deixa a Grécia sob o risco de ter de sair da zona do euro.

Embora uma declaração conjunta das instituições da União Europeia se referisse a um "espírito de confiança mútua" e Tsipras ter afirmado que se sentia mais otimista, a chanceler alemã, Angela Merkel, enfatizou que nenhum dinheiro será entregue antes de a Grécia implementar medidas orçamentais e outras reformas que até agora vem relutando em aceitar.

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O risco de um impasse permanente, exatamente um mês depois de a Grécia garantir um último suspiro com a prorrogação por quatro meses do pacote de ajuda da UE/FMI, ficou evidente nos diferentes relatos de Tsipras e Merkel sobre quais reformas o governo grego terá de aplicar.

"É claro que a Grécia não é obrigada a implementar medidas de recessão", disse o primeiro-ministro grego a jornalistas, referindo-se a reformas previamente acordados. "A Grécia vai apresentar as próprias reformas estruturais, que vai pôr em prática."

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Mas Merkel, que enfrenta crescente resistência na Alemanha -o Estado mais rico da Europa- para conceder empréstimos para manter um parceiro irregular na área da moeda comum, insistiu em que só a conclusão total das medidas já aprovadas vai satisfazer os credores.

"O ponto de referência é o acordo de 20 de fevereiro", disse ela. "Nós não mudamos nem um pouquinho. Você pode ter ouvido algo sobre isso. Mas, depois, não aconteceu muita coisa nas últimas semanas."

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Na segunda-feira Tsipras vai fazer uma visita a Merkel em Berlim, já anunciada há tempos. Autoridades da UE disseram que, se a Grécia apresentar um plano convincente para manter suas dívidas sob controle, os ministros das Finanças da zona euro poderiam reunir-se em breve para liberar pelo menos alguns recursos para ajudar o país a honrar compromissos prementes nas próximas semanas.

Em Atenas, o porta-voz do governo, Gabriel Sakellaridis, disse nesta sexta-feira: "Uma vez que as reformas sejam submetidas ao Eurogrupo, e de forma detalhada, quando isso acontecer... então o financiamento será desbloqueado para a economia grega".

O Ministério das Finanças afirmou que iria responder em um "espírito construtivo" a uma lista de requisitos em matéria de reformas que está sendo definida por uma equipe de especialistas técnicos dos credores - um contraste com a atmosfera de desconfiança mútua que marcou os encontros com funcionários da UE em Atenas esta semana.

O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, que desagradou muitos dos parceiros da Grécia, especialmente na Alemanha, com comentários incendiários e comportamento não diplomático, juntou-se ao chamado para a implementação imediata do acordo de 20 de fevereiro.

"Em primeiro lugar, devemos trabalhar no sentido de acabar com o tóxico 'jogo de culpa' e o moralizador apontar de dedo que beneficia apenas os inimigos da Europa", escreveu ele em um blog nesta sexta-feira.

A reunião envolveu Tsipras, Merkel, o presidente da cúpula, Donald Tusk, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o presidente do Eurogrupo (que reúne os ministros das Finanças da zona do euro), Jeroen Dijsselbloem, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e o presidente francês, François Hollande.

Juncker, Tusk e Dijsselbloem emitiram uma breve declaração conjunta sobre o resultado, em parte destinada a tranquilizar os países menores da zona do euro, irritados por terem sido deixados de fora das negociações.

"Nós aderimos plenamente ao acordo do Eurogrupo, de 20 de fevereiro. Com o espírito de confiança mútua, estamos todos empenhados em acelerar os trabalhos e concluí-los o mais rápido possível", disseram. "As autoridades gregas serão as encarregadas das reformas e irão apresentar uma lista completa de reformas específicas nos próximos dias."

Juncker disse na chegada para o segundo dia da reunião de cúpula, nesta sexta-feira, que estava um pouco mais otimista sobre a resolução da crise porque "eu não tinha observado nenhuma convergência de pontos de vista ao longo das últimas semanas, mas notei ontem".

(Reportagem adicional de Philip Blenkinsop, Robert-Jan Bartunekk Jan Strupczewski, Paul Taylor, Tom Koerkemeier, Andreas Rinke, Elizabeth Pineau, Adrian Croft, Francesco Guarascio, Foo Yun Chee e Robin Emmott em Bruxelas, Michele Martin e Gernot Heller em Berlim e Costas Pitas e Deepa Babington em Atenas)

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