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Presidente da Câmara fará pronunciamento na TV objetivo e sem viés ideológico

Cunha afirmou que não tem liberdade para tratar de impeachment com ministros do STF

Brasil|Sandro Guidalli, Do R7

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O presidente da Câmara já gravou discurso que tratará de temas relacionados à pauta de votações do Congresso.
O presidente da Câmara já gravou discurso que tratará de temas relacionados à pauta de votações do Congresso.

Quem espera por um discurso ideológico de viés religioso como Eduardo Cunha (PMDB-RJ) costuma fazer em uma rádio do Rio de Janeiro ficará frustrado na sexta-feira (17), quando o presidente da Câmarafará pronunciamento aos brasileiros no rádio e na TV aberta.

Segundo apurou o R7, o tema a ser tratado no discurso, já gravado, ficará restrito aos assuntos legislativos. O deputado quer deixar claro que fez a Câmara trabalhar e irá demonstrar os projetos aprovados e as votações realizadas no âmbito de uma produção legislativa frenética que não se via desde os tempos da Constituinte de 1988.


Ao contrário do público-alvo do programa que tem na rádio carioca desde os anos 90, a mensagem em cadeia de rádio e TV do presidente da Câmara será endereçada ao cidadão brasileiro que paga impostos.

Estão fora da pauta do pronunciamento temas como a defesa da família tradicional e críticas à liberação do aborto. O alvo do diálogo é mais amplo, fora da esfera religiosa responsável por boa parte dos mais 232 mil votos recebidos por Cunha nas eleições do ano passado.


Cunha tem aproximadamente dois minutos diários na emissora evangélica sediada na Barra da Tijuca. Ele pode ser ouvido às 10h e às 15h. Não há limitações de conteúdo dos temas abordados por ele e os programas costumam terminar com a frase: "Afinal de contas, o nosso povo merece respeito!"

Apesar da decisão de não misturar sua visão de mundo com a pauta da Câmara no pronunciamento, o deputado afirmou que poderia ter direcionado a fala à família tradicional, mas que preferiu enfatizar a mensagem de parlamentar trabalhador exaltando com isso todos os demais deputados da atual legislatura.


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Falta de liberdade

Eduardo Cunha negou, nesta terça-feira (14), que tenha discutido sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, durante encontro entre os dois e o deputado Paulinho da Força (SD-SP) na residência oficial do presidente da Câmara em Brasília.

— Não tenho liberdade para tratar desse assunto com ministros do Supremo.

O tema teria sido abordado entre os três, segundo informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. 

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