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Presidente da CPTM afirma que aditivo ao contrato dos trens foi vantajoso

Mário Bandeira contesta indiciamento pela PF no inquérito do cartel metroferroviário

Brasil|Do R7

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Geraldo Alckmin defende Mário Bandeira, presidente da CPTM
Geraldo Alckmin defende Mário Bandeira, presidente da CPTM

Indiciado criminalmente pela PF (Polícia Federal) por fraude em licitação da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o presidente da estatal, Mário Bandeira, afirmou na segunda feira (8) que o aditivo ao contrato 006/95 com o Cofesbra (Consórcio Ferroviário Espanhol-Brasileiro) "foi extremamente vantajoso à administração".

Segundo Bandeira, com 24.92% do valor do contrato original para compra de 30 trens foram adquiridos mais 12 trens, o equivalente a 40% do objeto do contrato original, "com avanços tecnológicos em relação aos anteriores".


Em nota de esclarecimento, Bandeira contestou seu indiciamento pela PF no inquérito do cartel metroferroviário. A nota é subscrita também pelo diretor de Operações da CPTM, José Luiz Lavorente.

Ambos, Bandeira e Lavorente, foram indiciados pelo delegado Milton Fornazari Junior, que concluiu o inquérito do cartel na segunda feira (1º) e o remeteu à Justiça Federal. O delegado indiciou 33 investigados, a maioria deles por corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e cartel.


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O presidente da CPTM e o diretor de operações foram indiciados por violação ao artigo 92 da Lei de Licitações, quando ocorre mudança de contrato. Para a PF, Bandeira e Lavorente cometeram fraude ao autorizar aditamento após quase 10 anos do contrato original. A PF sustenta que o caminho adequado seria abertura de nova concorrência.


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No último sábado (6), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) saiu publicamente em defesa de Bandeira. "Nós precisamos analisar com cuidado. O doutor Mário Bandeira é metroviário desde 1973. Então, ele tem 41 anos de serviço público, pessoa extremamente respeitada. Então, nós vamos verificar, já pedimos toda a documentação do Ministério Público, vamos verificar com cuidado para não fazer injustiça também com as pessoas", declarou o governador.

Na nota de esclarecimento, Mário Bandeira destaca: "O próprio delegado responsável pela investigação ressalva a inexistência de prova de corrupção passiva de agentes públicos, não sendo questionada nossa honra no exercício da função".

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