Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais
‌

Presidente da CSN diz que divisão da Usiminas agora não é melhor opção

Brasil|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, disse nesta quinta-feira não considerar uma boa ideia uma divisão dos ativos da rival Usiminas, empresa da qual é sócia.

"Tem que ser observado o que for melhor para a empresa. Parece para mim que a Usiminas unida é muito mais valorosa... Certamente hoje a união faz a força e dividir a empresa neste momento é ruim", disse Steinbruch a jornalistas, durante congresso do setor.

‌

O executivo evitou comentar quando a CSN vai iniciar a venda da participação que a empresa mantém na Usiminas, determinada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ou se vai tomar alguma medida jurídica para defender a posição na rival depois de ter conquistado com autorização do próprio órgão direito a indicar conselheiros. "O futuro, a Deus pertence", afirmou.

Segundo Steinbruch, a CSN deve ter "notícias em breve sobre desmobilizações" de ativos. Ele evitou dar detalhes, mas afirmou que a empresa segue negociando a venda do terminal de contêineres no Rio de Janeiro, considerado por analistas como um dos principais ativos da companhia no processo de redução de endividamento da companhia.

‌

Porém, durante sua fala no Congresso Brasileiro do Aço, o executivo criticou a posição de empresas do país altamente endividadas ante interesses de investidores internacionais, que poderão comprar "todo mundo de graça" e que se o governo não der condições para a indústria crescer "vai ser tudo vendido a preço de lixo".

Segundo Steinbruch, preços de ativos de infraestrutura do país poderiam ser o dobro ou o triplo do atual caso se elimine das avaliações a percepção sobre o risco no país. Com isso, na avaliação do executivo, se a CSN for vender algum ativo "vamos vender pela melhor oferta".

‌

A dívida líquida ajustada da CSN terminou março em 26,65 bilhões de reais, aumento anual de 33 por cento. Com isso, o nível de alavancagem da empresa sobre o Ebitda ajustado seguiu em ascensão, passando de 8,15 vezes no quarto trimestre para 8,67 vezes ao final de março.

Em maio, durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, Steinbruch afirmou que a CSN seguia focada em reduzir o nível de endividamento e que esperava concluir até o final deste semestre a venda de ativos para ajudar neste objetivo. [nL2N18926Z]

‌

Nesta quinta-feira, o executivo defendeu a criação pelo governo federal de um programa nacional de desalavancagem. A sugestão de Steinbruch seria a utilização de recursos de compulsório de bancos para fomento de exportações de modo que o setor privado tenha condições para se reorganizar.

"Isso estimularia o Brasil como um todo... Está todo mundo alavancado, sejam governos municipais, estaduais ou pessoa física e setores produtivos", afirmou o presidente da CSN.

None

(Por Alberto Alerigi Jr.,)

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.