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Presidente de CPI da Petrobras já estuda distribuição de sub-relatorias

Ainda não foram feitos convites para nomes que ocuparão as vagas para ajudar no trabalho

Brasil|Do R7

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Presidente da CPI da Petrobras estuda nomes
Presidente da CPI da Petrobras estuda nomes

O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PB), estuda os nomes que ocuparão as quatro sub-relatorias que criará para complementar o trabalho do relator da comissão, Luiz Sérgio (PT).

Ele diz que respeitará a proporcionalidade dos blocos de partidos formados na Casa. Os nomes serão apresentados na próxima sessão, nesta quinta-feira (5).


Até agora, ainda não foram feitos convites, apenas sondagens. Um dos consultados foi o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que se reúne nesta quarta-feira (4), com Motta.

— Não tenho medo de encarar.


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As sub-relatorias investigarão cada um dos objetos de requerimento de criação da CPI: superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias; constituição de subsidiárias e sociedades para prática de atos ilícitos; superfaturamento e gestão temerária na construção de navios; e irregularidades na venda operação da companhia Sete Brasil e na venda de ativos da Petrobras na África.


O PT é contrário à criação as sub-relatorias, pois elas enfraquecem o trabalho de Luiz Sérgio, ex-ministro de Relações Institucionais do primeiro mandato de governo da presidente Dilma Rousseff, que assumiu a função na semana passada sob suspeição de seus colegas por ter apresentado um relatório considerado brando na CPI dos Cartões Corporativos e por ter recebido em sua campanha doações de empresas investigadas pela operação Lava Jato.

Requerimentos


Até a noite desta terça-feira (3), 257 requerimentos haviam sido protocolados. A maioria apresenta convites e convocações de pessoas supostamente envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras.

Na próxima sessão, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) apresentará duas novas solicitações. Como muitos pedidos são para ouvir pessoas que estão presas no Paraná, ele vai propor que, em vez de os detidos serem levados a Brasília, o que exigiria gastos de transporte e segurança, representantes da CPI iriam a Curitiba utilizando a verba a que já têm direito pela cota parlamentar.

— Ir a Curitiba dá a possibilidade de conversar com Sérgio Moro [juiz responsável pela operação Lava Jato] e poder ouvir a manifestação dos envolvidos que estão detidos.

Cunha e Renan já sabem que estão na lista de suspeitos de corrupção na Lava Jato

Ele também vai propor que a CPI seja acompanhada por representantes de Polícia Federal, Ministério Público Federal, Procuradoria-Geral da República e Tribunal de Contas da União.

— Eles participam da reunião, dão apoio com informações. Não precisa ficar requisitando. Se toda vez tiver que ficar pegando documento para municiar a CPI, ela não anda. A gente pode ter as informações mais rapidamente.

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