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Presidente do Conselho da Petrobras vê solução breve para Sete Brasil

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Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - Uma solução financeira para a continuidade do projeto da Sete Brasil, que contrata a construção de sondas para a Petrobras, pode ser encontrada até 30 de junho, segundo avaliação de Luciano Coutinho, presidente do Conselho de Administração da petroleira e também do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, ele citou nesta quinta-feira o prazo acordado pela Sete Brasil com bancos para a prorrogação de pendências financeiras.

"Semana passada, bancos assinaram memorando de entendimento prorrogando até 30 de junho todas as pendências... houve entendimento, de forma a propiciar período para reorganização do projeto da Sete Brasil... Esperamos que até lá seja possível alcançar solução racional que permita continuidade do projeto", disse Coutinho.

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Nesse processo de reorganização, a Sete Brasil reduzirá consideravelmente as suas ambições.

A empresa, impactada pelo desenvolvimento da operação Lava Jato, que investiga um escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, deverá ter capacidade para atender entre 13 e 17 sondas de um total de encomendas de ao menos 28 equipamentos, avaliou na semana passada um representante de uma das sócias da companhia.

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Cada contrato para construção de sondas gira em torno de 1 bilhão de dólares.

Coutinho disse em depoimento, na Câmara dos Deputados, que o banco de fomento seria o principal financiador do projeto inicial da Sete Brasil, mas que não houve contrato nem desembolso de recursos até o momento.

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"No fim de 2013, ao longo de todo o ano de 2014 e início de 2015, o contrato esteve disponível para contratação, mas por razões alheias à nossa vontade, não foi possível à Sete Brasil alinhar todos os interesses e cumprir condições mínimas para a contratação", disse ele, acrescentando que este fato levou ao início de dificuldades financeiras dentro da empresa, "agravadas a partir de um certo momento por desalinhamentos internos".

O presidente do BNDES afirmou ainda que o banco aguarda uma reestruturação do projeto da Sete Brasil para considerar a contratação de financiamentos.

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CONFLITO

Questionado sobre possível conflito em função de sua posição como presidente do Conselho da Petrobras e também de presidente do BNDES, Coutinho disse não ver problemas desde que se abstenha de questões que impliquem conflito de interesses.

Ele ponderou ainda que a estatal e o BNDES têm interesses convergentes e que "todo credor quer o melhor possível para seu devedor".

Coutinho lembrou também que sua permanência como presidente do Conselho será breve. Ele deverá ser substituído pelo presidente da mineradora Vale, Murilo Ferreira.

O presidente do Conselho da Petrobras disse ainda que a estatal do petróleo buscará ressarcimento de todos os prejuízos sofridos por irregularidades relacionadas à operação Lava Jato.

Ele afirmou que a área jurídica da companhia está avaliando medidas e irá tomá-las, por orientação do Conselho, mas está aguardando conclusão de trabalho do Ministério Público Federal.

Falando sobre o BNDES, ele disse que é "impossível vincular qualquer decisão do banco a qualquer interesse específico, muito menos a financiamento de campanha".

O presidente do BNDES disse ainda que o banco não teme ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), em meio a um movimento dos deputados para que isso aconteça.

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(Edição de Roberto Samora)

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