Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Presidente do Conselho de Ética quer que processo contra Cunha seja analisado mesmo durante recesso

Araújo disse que é preciso "limpar" a pauta do conselho e considerou que seu pedido é razoável

Brasil|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
José Carlos Araújo, presidente do Conselho de Ética da Câmara
José Carlos Araújo, presidente do Conselho de Ética da Câmara

O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), defendeu que, se o recesso parlamentar for suspenso em janeiro, que o colegiado também funcione em paralelo à comissão que vai analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Araújo disse que é preciso "limpar" a pauta do conselho e considerou que seu pedido é razoável por tornar mais produtivo o trabalho do grupo.


— Vamos juntar o útil ao agradável.

A principal representação em análise pelo Conselho é contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O colegiado também discute processo disciplinar contra o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). Nesta quinta-feira (3) chegou nova representação, contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ).


Hoje, a "tropa de choque" do presidente da Câmara pediu vista ao relatório prévio que pede o arquivamento do processo disciplinar contra o líder do PSOL na Casa. A manobra foi vista como uma forma de tumultuar a próxima sessão, marcada para terça-feira (8) com a pauta exclusivamente destinada a votar o processo por quebra de decoro parlamentar contra Cunha.

Logo que o relator Sandro Alex (PPS-PR) concluiu a leitura do parecer prévio pela inadmissibilidade da representação, os deputados Wellington Roberto (PR-PB), João Carlos Bacelar (PR-BA) e Cacá Leão (PP-PB) pediram vista de dois dias. Assim, a votação do relatório do caso Chico Alencar poderia se somar à pauta de terça-feira e os aliados de Cunha ganhariam tempo, exigindo que a próxima sessão comece obrigatoriamente com o assunto que encerrou a última reunião.


A cúpula do colegiado informou que a pauta da próxima sessão não será alterada e que será marcada outra reunião para dar continuidade à votação do relatório sobre o líder do PSOL.

O relator defendeu o arquivamento da ação impetrada pelo Solidariedade e assinada pelo presidente da sigla, deputado Paulo Pereira da Silva, aliado de Cunha. O Solidariedade alega que Alencar usou recursos da Casa para fins eleitorais porque parte de sua campanha à reeleição teria sido financiada por um funcionário de seu gabinete. O partido também argumenta que Alencar - um dos principais adversários de Cunha - teria supostamente apresentado notas frias de empresa fantasma para ressarcimento com a cota parlamentar.


Munido de pareceres da Justiça Eleitoral, da Receita Federal, do Ministério Público e da Procuradoria da Câmara se manifestando contra abertura de processo contra Alencar, o relator destacou que seu parecer foi pela inadmissibilidade da representação porque não está configurada justa causa no pedido.

"O que o requerente não pode é simplesmente sustentar que foram omitidas informações do Ministério Público e não apresentá-la. A regra processual é de que o ônus da prova é de quem alega e não foram trazidas, na representação, provas que não tivessem sido levadas ao Ministério Público", diz o voto do relator. Durante a sessão, Alencar se emocionou com as manifestações de apoio dos colegas.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.