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Presidente do Senado diz ser 'muito difícil' volta do financiamento empresarial de campanhas

Eunício Oliveira diz ter sugerido que os partidos usem o Fundo Partidário

Brasil|Do R7

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Eunício avalia que não seria adequado discutir a proposta no momento de crise
Eunício avalia que não seria adequado discutir a proposta no momento de crise

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou nesta quarta-feira (16) considerar "muito difícil" que o Congresso volte a liberar o financiamento empresarial de campanhas eleitorais. Segundo ele, não seria adequado discutir a proposta em meio à crise política que o País vive.

— Acho que o momento é muito difícil, de crise política, para fazermos o financiamento privado. Eu, particularmente, não tenho objeção ao financiamento privado, mas o momento não é oportuno para fazer o financiamento privado.

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O assunto do financiamento eleitoral, segundo ele, foi um dos temas da conversa com a ministra.

Conforme mostrou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a resistência à criação de um fundo eleitoral com R$ 3,6 bilhões, abastecido com recursos públicos, e a indefinição das fontes orçamentárias para custeá-lo reacenderam no Congresso o debate sobre a volta do financiamento de campanhas por empresas.

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Deputados e senadores favoráveis à doação empresarial discutem nos bastidores a retomada dessa modalidade como alternativa ao financiamento público, caso emperre a aprovação do fundo eleitoral.

Um dos caminhos mais rápidos para retomar as doações empresariais seria a aprovação, pelo Senado, da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 113A/2015. O texto foi desmembrado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa e o trecho que trata do financiamento eleitoral ainda não foi apreciado.

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"Eu não tenho dificuldade de pautar PEC, mas acho muito difícil que, no meio de uma crise dessa, crise política provocada pelo sistema anterior em relação a financiamento de empresas, a gente coloque para a sociedade que deva se voltar tudo. Pelo menos nesse primeiro momento, acho que não seria adequado. Precisaria que essa PEC volte ao original", afirmou Eunício ao ser questionado se a proposta poderia ser pautada no Senado.

Fundo Eleitoral

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Eunício disse ter sugerido a Cármen que os partidos usem o Fundo Partidário, que neste ano foi de R$ 819 milhões, para bancar as campanhas majoritárias — presidente, governador e senador —, e o fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões, ainda em discussão na Câmara, fosse destinado apenas às campanhas proporcionais — deputados federais e estaduais.

"Sugeri que, já que não é possível fazer eleição sem financiamento, que se utilizassem recursos que já estão disponibilizadas obrigatoriamente na questão das fundações partidárias, de programas eleitorais fora de época eleitoral, das inserções, e até, se for o caso, de contribuição de emendas individuais dos 594 parlamentares. A ideia é fazermos uma cesta e fazermos um fundo com dinheiro velho, ou seja, com dinheiro que de qualquer forma será gasto nessa atividade, e não tirar um dinheiro novo do fundo para se colocar nessa eleição", disse Eunício.

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