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Presidente em exercício da Câmara suspende votação do impeachment; Dilma pede calma

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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), suspendeu nesta segunda-feira a sessão de votação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Casa citando "vícios" que a tornaram nula e convocou uma nova votação, o que levou Dilma a apontar uma "conjuntura de manhas e artimanhas" e a pedir calma.

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Maranhão afirmou, em nota oficial, que já solicitou ao Senado que devolva o processo de impeachment à Câmara. Segundo o deputado, a nova votação será realizada na prazo de cinco sessões após a devolução do processo pelo Senado, que se preparava para votar na quarta-feira em plenário o pedido de impedimento da presidente.

Entre os motivos citados pelo deputado para anular a sessão de 15, 16 e 17 de abril, atendendo a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), está incluído o fato de os partidos terem cometido irregularidades ao fechar questão ou firmar orientação para votação do impeachment.

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Outros pontos citados como irregulares por Maranhão são o fato de a defesa de Dilma ter deixado de falar por último no momento da votação e o fato de parlamentares terem anunciado publicamente os seus votos antes da conclusão da votação.

Informada sobre a decisão do deputado durante cerimônia no Palácio do Planalto para anúncio da criação de universidades, Dilma reagiu com cautela e disse desconhecer as consequências da medida.

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"Eu não tenho essa informação oficial. Estou falando, porque não podia de maneira alguma fingir que não estava sabendo da mesma coisa que vocês estão. Mas não é oficial, não sei as consequências, por favor, tenham cautela, nós vivemos em uma conjuntura de manhas e artimanhas", afirmou a presidente.

"A gente tem que saber que nós temos pela frente uma disputa dura, uma disputa cheia de dificuldades. Peço encarecidamente aos senhores parlamentares e a todos nós uma certa tranquilidade para lidar com isso", acrescentou.

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Assim que a notícia foi divulgada, apoiadores da presidente que participavam do evento no Planalto comemoram e entoaram gritos de "não vai ter golpe".

Maranhão, que votou contra o impeachment na sessão da Câmara que agora ele anulou, assumiu a presidência da Casa na semana passada, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Adversário do governo Dilma, Cunha teve papel-chave no pedido de impeachment em tramitação, ao aceitá-lo e depois presidir a sessão da Câmara que autorizou a abertura de processo.

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(Com reportagem adicional de Maria Carolina Marcello e Pedro Fonseca no Rio de Janeiro)

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