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Presidentes do Senado e da Câmara acreditam em "clima amistoso" na conversa com Mendes hoje

Encontro será tentativa de esfriar ânimos após desentendimentos entre Congresso e STF

Brasil|Érica Saboya, do R7, em Comandatuba (BA)*

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Senador Romero Jucá, Henrique Alves e Renan Calheiros, no 12º Fórum de Comandatuba
Senador Romero Jucá, Henrique Alves e Renan Calheiros, no 12º Fórum de Comandatuba

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disseram acreditar que a conversa com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, marcada para a tarde desta segunda-feira (29) terá um clima amistoso e poderá apontar uma solução para os desentendimentos entre os dois Poderes, desencadeados na última semana.

Os dois parlamentares criticaram a liminar concedida pelo ministro que barrou a tramitação de um projeto no Senado, mas evitaram afirmar que as instituições vivam uma crise. Henrique Alves, que tomou a iniciativa de promover a reunião, disse que vai tentar convencer Gilmar Mendes a revogar a liminar e se mostrou otimista quanto ao resultado do encontro.

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— Como ele [Gilmar Mendes] é uma pessoa de muito bom diálogo, que eu respeito muito, vamos conversar em clima amistoso, de profundo respeito, para chegar a um entendimento.

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Já Renan Calheiros evitou fazer uma previsão sobre os desdobramentos da conversa, mas defendeu o “bom senso e o equilíbrio” para resolver o impasse e garantiu que tem uma boa relação com o ministro.

As declarações foram dadas antes da entrega do prêmio Lide 2013, na ilha de Comandatuba (BA). Para o senador, não há uma crise entre os dois Poderes, mas uma situação esperada para uma democracia jovem como a brasileira.

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— A democracia do Brasil é muito jovem e vai ter que passar por esses processos todos. Nós precisamos estar preparados para eles.

Na última semana, o Congresso e o STF tiveram as relações estremecidas, depois que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que vincula decisões da Corte ao Congresso Nacional, enfraquecendo o poder do Judiciário. Em resposta, Gilmar Mendes concedeu uma liminar para bloquear a tramitação do Projeto de Lei que asfixia a criação de novos partidos políticos, por considerá-lo inconstitucional.

*A repórter viajou a convite do Lide (Grupo de Líderes Empresariais)

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