Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Problema do Funrural é complexo e não pode ser resolvido por MP, diz Maggi

O ministro avalia a possibilidade de que o assunto seja incluído na reforma da previdência

Brasil|Do R7

  • Google News
"A lei do Funrural existe e se for fazer alguma mudança tem de criar outra", afirmou Maggi
"A lei do Funrural existe e se for fazer alguma mudança tem de criar outra", afirmou Maggi

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, avaliou neste sábado (29) que uma saída resolver o problema Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural) pode não passar pela edição de uma MP (Medida Provisória), diante da complexidade do assunto.

Ele lembrou que a decisão de março do STF (Supremo Tribunal Federal) tem dois impactos aos produtores: o retorno da cobrança do tributo sobre a receita bruta de agricultores e pecuaristas - uma alíquota de 2,3% para pessoa física e 2,6% para jurídica - e ainda a geração de um passivo estimado em R$ 10 bilhões do tributo não recolhido nos últimos cinco anos.


"Conversei com o presidente (Michel Temer) esta semana e a tendência era essa (a edição de uma MP). Mas me parece que o problema não é tão simples e fazer MP para resolver esse assunto deixariam umas pendências", disse o ministro em entrevista após a abertura da ExpoZebu, em Uberaba (MG). Maggi lembrou que a decisão do STF apenas ratificou a lei que versa sobre o tributo, mas considerou que "o modelo de Funrural que aí está se mostrou ineficiente" e precisaria ser alterado. "A lei do Funrural existe e se for fazer alguma mudança tem de criar outra", afirmou.

O ministro avaliou ainda que é possível que na reforma da Previdência o assunto possa ser incluído, mas não deu detalhes como isso ocorreria. Maggi negou que o governo tenha negociado com a bancada ruralista uma solução para o Funrural em troca do apoio de parlamentares à reforma da Previdência, mas admitiu que "obviamente tudo que você puder resolver vai facilitando a vida para frente".


Sobre o passivo de agricultores e pecuaristas com o governo, Maggi afirmou que a questão está sendo tratada entre Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ainda sobre o colega, o ministro da Agricultura disse que tem insistido na redução das taxas de juros para o crédito agrícola dentro do Plano Agrícola e Pecuário da safra 2017/2018, a ser lançado até junho.

"O juro é o grande ponto. Com a queda da inflação, no ano passado os juros (do crédito agrícola) foram positivos em 3% ao ano. Se repetirmos a taxa de juros do ano passado, com inflação prevista vamos para juro real de 5% e isso é muito para o setor", concluiu.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.